Trabalho e Educação - Reflexão
o que mais complica na vida de qualquer pessoa é trabalhar e estudar ao mesmo tempo. dai entra a questão do que se é exigido hoje: experiencia e estudos trabalho e educação Duas coisas que não se misturam muito bem e que deviam ser o processo sequencial uma da outra, hoje não é ambas as coisas tanto o trabalho quanto a educação, cada dia mais é exigido mais e mais, no entanto cada dia mais se dá menos e menos estimulo para as pessoas que estão, ou estudando, ou trabalho ou ambas as coisas curioso não? fala-se tanto em como aliviar o estress, como é importante os estudos, como é importante os momentos de entreterimento para a sobrevivencia de qualquer pessoa. Sensuram tanto essas coisas, e falam que deve ser feito para o bem das pessoas, mas ironicamente cada vez menos é feito tais coisas se o dia tem 24 horas e 8 horas é necessario para o sono e estabilidade de saude para uma pessoa, sobra-se 16 horas, dessas 16, 8 são para trabalho, carga horaria de estágio que vem aumentando cada dia mais, sobra-se 8 horas, dessas 8, 5 horas são para estudos sobra-se 3 horas, levando em consideração que muitos dos que trabalham levam cerca de 1 hora para se chegar ao local, 1 hora de ida e volta, sobra 2 horas, sendo que 1 hora é para voltar do local de estudo para a casa, o que sobra 1 hora para entreterimento no entanto ironicamente existem as necessidades basicas do ser humano a higiene: banho ou seja em media 15 minutos, a janta cerca de 15 minutos a 20 minutos para preparar ou pedir e se alimentar o que sobra apenas 25 minutos para entreterimento mas não basta-se isso, temos a necessidade social, as contas e balanço dos gastos, como qualquer pessoa dessa classe....leva-se cerca de 20 minutos para se fazer o balanço e resolver os problemas de casa. O que sobra apenas 5 minutos para entreterimento no entanto ainda esquecemos dos problemas do trabalho, como aprimoração (reciclagem) profissional...que é necessaria cerca de 30 minutos no minimo de estudo por dia ironicamente resta apenas 5 minutos do dia...o que acontece que perdemos as 8 horas de sono para tal realização e o entreterimento? Se isso é realmente necessario para a sanidade e saude de qualquer pessoa, deve ser feita dentro dessas 8 horas de sono questoes familiares? também dentro dessas 8 horas de sono...resumindo......deve-mos sacrificar o nosso ser para o nosso bem, mas NÃO podemos sacrificar o nosso aprimoramento profissional e intelectual tecnico, pois isso acarretaria em demissão no entanto ironicamente, a partir do momento que sacrificamos o nosso ser, não estamos fazendo o nosso bem... apenas fazendo o bem de um lado da balança e o mal para o outro lado mas...e enquanto a balança profissional? essa deve ser equilibrada sempre, pois é muito mais facil ser demitido do que ser uma pessoa feliz, e quando digo feliz, digo com tempo para si e para familia. É ironico como é a vida dentro da nossa sociedade não? ouvimos e vemos tanto na tv, le-mos em revistas, como o ser humano deve ter o "tempo para ele", e em ironia nada é feito
Obs.: Está é uma colagem de uma reflexão que eu estava comentando com o André, meu amigo e irmão de consideração, ele se interessou pelos fatos e pediu para que eu coloca-se no blog. Algumas partes podem parecer confusas já que a conversa discorreu em um chat. Talvez eu reestruture algumas coisas para facilitar, mas creio que em geral não de tanto trabalho para a compreensão desse artigo.
"Embora o mundo esteja cheio de sofrer, está cheio também de formas de superá-lo. Meu otimismo, então, não descansa na ausência do ruim, mas em uma opinião contente no preponderante de bom e de um esforço disposto a cooperar sempre com o bom, que pode prevalecer. Eu tento aumentar o deus do poder; dei-me para ver o melhor em tudo e em cada, e faço isso como a melhor peça de minha vida." - Helen Keller
Escrito por massahiro ás 11:56 PM
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Sabedoria e conhecimento
Longo tempo sem postar, sem idéias nem inspiração para novos textos, acho que a maior parte do que eu queria dizer a inicio do blog já foi dita, ainda existem umas pequenas lacunas a apresentar, mas isso eu deixo para quando o momento certo chegar até mim.
Estou lendo no momento "A República" de Platão, muito interessante o livro, pode ser um pouco dificil de ler por causa de certas reflexões retratadas, mas achei um ótimo livro sobre alguns conceitos sociais.
Irei postar hoje um breve texto.
Sabedoria é poder, conhecimento é poder. Quanto maior a sabedoria e conhecimento, maior o sofrimento. O caminho para a indiferença e simplicidade é repleto de desafios, repleto de sofrimentos, mas ao atingi-los tudo muda, mas nada muda. Sabedoria não é conhecimento, conhecimento não é sabedoria. Sabedoria é conhecimento, mas conhecimento não é sabedoria.
Reflitam um pouco a respeito. Quem muito sabe, e trilha o caminho da simplicidade e indiferença, muito sofre ao ver pessoas que abusam de seu conhecimento ou pessoas que não sabem e não querem aprender, pessoas que não querem ouvir, querem saber tudo, mas sem aprender de alguém, pessoas que não podem refletir por si próprias de mente aberta, analisando e observando a escola da vida. Analisemos, quando tentamos explicar algo para uma pessoa, mas esta ignora ou repudia de forma agressiva, e que se pensa é algo semelhante "Não posso fazer nada se ela não quer aprender", esse seria o "sofrimento do coração", entende-se que quem não quer aprender não se pode ensinar a força, deve-se vir naturalmente, no entanto vendo tantas pessoas sofrendo, mergulhadas em desespero e ódio, é normal ficar triste em não pode-las ajudar, não se pode ajudar aquele que não quer ser ajudado. Quanto a indiferença, não é apatia, a indiferença, ao meu ver, é muito importante para se ensinar, se estamos emocionalmente afetados com um sentimento próprio a respeito de algo, não podemos pensar claramente, se é bom o pensamento se torna positiva de mais, se é ruim, ruim de mais, no entanto se se permanece indiferente, fica facil analisar o todo sem influencias de sentimentos e emoções, assim se torna possivel compreender verdadeiramente o todo, e não somente por um lado todo positivo, ou um lado todo negativo. Confuso? Talvez um pouco, mas acho que com o tempo e alguma reflexão é possivel tirar suas próprias conclusões a respeito, afinal... não se deve pregar, e sim ensinar sem preconceitos, não se deve ignorar, e sim aprender com tudo de bom e ruim que acontece ao nosso redor, assim são as estradas da vida. Talvez precise de uma revisão, ou quem sabe alguns complementos futuros, de qualquer maneira tentarei complementar isso futuramente se for necessario.
Talvez para um sabio nada seja tao doloroso quanto saber que todos em volta nascam póstumos
Escrito por massahiro ás 8:24 PM
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O lago da vida
A vida pode ser comparada como um lago de água turva, onde no fundo se encontra uma pérola da qual não pode ser visto da superfície, mas todos sabem que ela se encontra no fundo.
No mundo em que vivemos hoje cada dia que passa as pessoas se aprofundam na água turva do lago profundo da vida em busca da perola, da riqueza que irá saciar suas cobiças. As pessoas andam sobre o lago procurando um lugar inexplorado para poder iniciar seu mergulho à escuridão, mergulham em linha reta, não sabem se vão encontrar ou não a pérola, mas usam todas suas forças e maneiras para tentar pega-la. Alguns param no caminho quando já não mais podem ver a luz do céu que reflete na superfície turva do lago, e quando eles param é porque eles desistem e permanecem no lugar e passam a viver naquela escuridão, porque eles esperam por alguém para que possam se aproveitar dela e usar suas forças para chegar até a pérola, ou porque decidem retornar a superfície onde há luz. A aqueles que buscam retornar a superfície encontram grandes dificuldades, pois, rodeados de escuridão, não sabem se o caminho que eles passam a seguir leva a superfície ou apenas a um outro caminho para o fundo e mais escuridão. Assim como existem muitos caminhos para o fundo, existem muitos caminhos para a superfície e para aqueles que se envolveram nas sombras, devem passar a seguir com muito cuidado o caminho para a superfície do lago. Eu me encontro na superfície, não me aprofundo no lago, ando por ela olhando para o céu azul, sentindo a brisa que a natureza me trás, mergulho um pouco no lago, mas nunca perco de vista o céu azul, volto a superfície e caminho por ele para mergulhar um pouco em uma outra parte. Nesse lago já não há caminhos desconhecidos para o fundo, todos foram percorridos, mas são raros aqueles que, uma vez rodeado pela escuridão sem poder ver o céu, retornam a superfície. As vezes encontro as raras pessoas que também permanecem na superfície, paro para conversar com elas, falamos sobre aqueles que escolhem mergulhar na água turva do lago e aqueles que escolhem ficar na superfície, sentindo a brisa da natureza e apreciando o infinito do céu azul, falamos também sobre aqueles, que um dia foram como nós, solitários que caminham sobre a superfície da água, que agora se ascenderam, estão de encontro com o universo, o infinito, a natureza, com o desconhecido e indescritível. Aos que ascendem sorrimos, a grande maioria que prefere a escuridão do lago, derramamos lágrimas, e pensamos se um dia eles perceberão que estão cegos com tanta escuridão, pensamos se um dia eles verão o que a cobiça, o desejo de poder e a submissão de outros faz com as pessoas. Ao fim de todo breve encontro que tenho com essas almas raras, eu me despeço com um sorriso, e percorro o caminho, olhando para o infinito, me adaptando ao que tem sob meus pés, mas nunca mudando a minha essência de curioso, minha vontade de seguir ao desconhecido, ao universo, ao infinito do céu azul e além!
O ensino técnico que é empregado hoje, nos leva a escuridão e nos cega para a natureza, para a nossa própria vida, não que isso seja algo ruim, pois sem o ensino técnico não poderia haver avanço de conforto e segurança para a sociedade em que vivemos, mas se for em excesso pode cegar aqueles com maior cobiça, aqueles que tem a vontade de domínio sobre os outros, de submissão, de desejo de poder, e isto os leva para a escuridão da qual poucos podem sair. Creio que a grande maioria das pessoas desejam a riqueza material, que represento neste texto como a pérola, o ensino técnico demasiado ao caminho da superfície ao fundo do lago, a humanidade, compaixão, serenidade, a vontade de viver a vida, de encontrar o desconhecido e o eterno, de deslumbrar da natureza que nos deu a vida, represento como a superfície, aos que ascenderam, bom, estes pertencem ao infinito agora, estão no universo, na natureza, em todos os lugares, transpassaram a vida e a morte, agora são eternos. Como eu posso saber? Não sei, talvez um dia eu saiba, mas eu prefiro viver a vida, do que deixar que vivam ela por mim, afinal “vida vivida é vida compreendida”, e como posso compreender se a minha vida é controlada, até mesmo vivida, por outros? Não podemos viver sem o ensino técnico, mas também não devemos nos aprofundar na água sombria do lago da vida, ficaríamos cegos e assim é mais difícil de voltar a ver, a enxergar, a deslumbrar da natureza da vida. Eu tento ser indiferente, não crio expectativas para não me desapontar, mas não sou apático, vivo o presente que é eterno, vivo para ajudar como posso as pessoas que encontro, vivo para a vida e não pela vida. Acredito que devemos ser moderados com o que diz ensinamentos, não devemos seguir tudo a risca, devemos interpretar para nós, até mesmo a leitura que quer o melhor do homem, pode levar ele a ser o pior dos homens, o mesmo acontece ao contrário, o ensino não tem como objetivo pregar, mas mostrar vários caminhos para que a pessoa pode escolher, o ensino não deve mostrar apenas um caminho, mas vários, assim como os caminhos para o fundo do lago, existem muitos, se não infinitos, para o infinito e indescritível para nós mortais.
"Vida verdadeira é como água: Em silencio se adapta ao nível inferior, Que os homens desprezam. Não se opõe a nada, Serve a tudo. Não exige nada, Porque sua origem é da Fonte Imortal. O homem realizado não tem desejos de dentro, Nem tem exigências de fora. Ele é prestativo em se dar E sincero em falar Suave no conduzir, Poderoso no agir. Age com serenidade. Por isto é incontaminável." -"Tao Te Ching" de Lao-Tsé
“Conservai sempre a vossa mente nas Estrelas, mas deixai os vossos olhos verem os vossos passos para não cairdes na lama, por causa da vossa contemplação de cima.” – “O Caibalion” de Os três iniciados
Escrito por massahiro ás 5:40 PM
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O incentivo ou estimulo
Como já mencionado anteriormente o incentivo ou estimulo é algo de que carece o trabalho de hoje, poderia dizer que o incentivo de se trabalhar é o seu salário, mas trabalhar por um salário é como uma obrigação em si, não um incentivo própriamente dito, trabalha-se porque ganha muito, não importa se é o que gosta ou não, ganhando bem é o que importa, essa visão limitada das coisas não geram, na maioria dos casos, estimulo. Afinal o dinheiro hoje não é algo palpável, hoje são meros números em contas de bancos, ou que se ve em cheques, estratos e contas a pagar. O incentivo real pode ser dado a competição, mas a competição em si é uma maneira, ao meu ver, perigosa de incentivo a produtividade, existem duas consequencias para o incentivo, estimulo, de competitividade, a primeira é a que causa um ambiente ruim, competitivo, onde um almeja por conseguir o premio oferecido, e para conseguir isso é capaz de usar os outros de forma que cause justamente o oposto, tire o incentivo de muitos, e de apenas para uma minoria, a segunda é de haver um premio, mas que não seja específico para uma pessoa, que não seja de forma alguma nociva para os demais, não um cargo superior, ou uma bonificação salarial, mas algo que possa ser de acesso a todos, e não cause desnivel quanto a condição de todos. Existem muitos tipos de incentivos, muitos bons e, como também, muitos ruins, este ultimo tendo como exemplo citado anteriormente. Já discuti bastante sobre o incentivo no trabalho, o quanto falta atualmente um incentivo para os empregados dentro do trabalho, isso não se deve apenas ao ambiente, mas a diversos outros fatores, um deles é o qual desejo discutir aqui: o incentivo dos pais. Você sendo pai, mãe, filho ou filha, provavelmente já se sentiu repreendido por algo considerado por seus pais errado, e foi repreendido de não fazer mais isso, isto de certa forma é um incentivo, um incentivo a não cometer mais esse erro. Coisas como por exemplo, sair de casa sem avisar, xingar, derrubar algo no chão que fizesse sujeira, a todos esses "erros" se é repreendido. Tanto para os pais como para os filhos, a questão é: e quando essas repreensões são excessivas? Não só pela limitação imposta pelos pais, mas da maneira como se repreende. Quando se grita, e cria medo em seus filhos, sendo uma forma de transmitir o medo ou a raiva que sente para o filho, será que isso é em todos os casos necessário? O estimulo, ou incentivo, de proibição a muitas coisas pode ser bom? O fato é que atualmente os pais mais tradicionais em sua cultura, mais "fechados", e que impõe seus próprios ideias aos seus filhos de maneira mais despota com intenção de tornar o filho o seu ideal, acaba fazendo justamente o oposto, justamente por causa dessa maneira de impor as coisas a forças e não deixar o auto aprendizado de muitas coisas, resulta em uma aversão do filho perante os pais. Não digo para nunca gritar com seus filhos, mas acho que os momentos que isso é necessário são raros, se não inexistentes, a criança deve aprender por si só, não me refiro as drogas, é claro que a respeito disso os pais tem responsabilidade de manter uma conversa aberta, não é necessario gritar nem impor, na maioria das conversas falar calmamente resolve tudo, é muito mais facil aceitar algo que lhe é tratado com fatos, e de uma maneira complacente, do que ouvir gritos e iras de proibições, a pessoa de fato se concentra mais no fato da raiva dessa pessoa, do que no assunto que ela aborda. Para concluir, creio eu que o incentivo maior começe em casa, não é com brigas ou gritos, muito menos sendo apatico e não ouvindo o filho, pensando em estar certo, é claro que o contrário também vale, o filho assim como os pais deve ouvir sem preconceitos ou orgulho, afinal: para quem quer ser ouvido, deve antes ouvir aos outros. Muitos pais subestimam os próprios filhos, e não dão um incentivo adequado, quando tira notas boas quando criança alguns pais dão um presente, mas quando adulto não faz mais que a obrigação. Se não trabalha é vagabundo e não tem motivo pra discutir, quando trabalha, não faz mais que a obrigação, ou quando discuti algo, não ouve por pensar que o filho é muito novo e não tem nada que possa aprender com ele. Essa falta de tolerancia e flexibilidade torna não tira apenas o estimulo dentro da própria familia, como também a falta de estimulo no trabalho, o que leva a pessoa a um intenso estress. Essa falta de indulgência e de serenidade na parte familiar gera muitos dos problemas não só de estress como de comportamento dos familiares, uma vez que a maioria das pessoas de hoje já trabalhem em um ambiente "hostil".
"Incentivos não passam de meios para estimular as pessoas a fazer mais coisas boas e menos coisas ruins. Mas a maioria deles não surge espontaneamente. Alguém - um economista, um político, os pais - tem que criá-lo. Seu filho pequeno comeu verduras e legumes a semana toda? Merece uma visita à loja de brinquedos. Uma grande usina de aço emite fumaça demais? A empresa é multada por cada decímetro cúbico de poluentes que exceda o limite legal. Um número exagerado de americanos está sonegando o imposto de renda? O economista Milton Friedman foi quem ajudou a encontrar uma solução para isso: desconto automático do imposto de renda na fonte." - "Freakonomics" de Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner
"Nos lugares em que houver maior lazer do que atualmente, haverá mais pessoas dotadas de conhecimento científico ou de compreensão da arte. O artista ou o pesquisador científico viverão bem menos isolados que agora do cidadão médio, e isso será, quase inevitavelmente, um estímulo para sua energia criadora" - Bertrand Russell
Escrito por massahiro ás 1:38 AM
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A ferramenta ser humano
Como já discuti em artigos passado a respeito do trabalho, como ele afeta o ser humano que é usado como uma ferramenta e não como um ser vivo, e também como discuti que a educação precisa de uma revolução, e com isso a área de trabalho também necessita de uma mudança muito drástica, vou retomar o assunto completando um pouco o que já foi discutido.
Atualmente com a automação gerou muito desemprego, com isso aumentou uma certa parcela da criminalidade dentro da sociedade para aqueles que não conseguiram se adaptar a outros setores. A tendencia da automação é aumentar e afetar inúmeras áreas, causando mais desempregos, a ponto de que os empregos acabem, e com isso consequentemente acabe o consumo dos produtos produzidos pelas empresas, ironicamente a tecnologia aumenta a produção e a mesma faz com que o consumo diminua. O que acontece então? A tecnologia vai melhorar ainda mais com o passar do tempo, a chegar a um ponto que não vai haver necessidade de empregados em diversas áreas, se for tratado corretamente há um aspecto positivo, isso pode diminuir a jornada de trabalho para as pessoas. Como mencionado anteriormente o maior problema dos empregos de hoje é que a grande maioria faz com que o empregado se sinta obrigado a trabalhar, o fato de um ambiente ruim, competividade entre os empregados, as injúrias causadas pelos empregados, todos essas circunstancias levam o empregado a se sentir obrigado a trabalhar, o que leva a trabalhar não pela produtividade, mas pelo fato de ele precisar da renda que o trabalho lhe oferece. O trabalho nada mais é do que produzir algo benéfico para a sociedade, de suprir uma necessidade que não é apenas de quem trabalha, mas de todos que estão a sua volta. Analisando isso é comprovado que o ser humano é eficiente produtivamente só nas 4 primeiras horas de trabalho, ao contrario da maioria que trabalha integralmente, ou seja, 8 horas excluido hora extra. Então por qual razão se mantém a pessoa por 8 horas ou mais? Qual a necessidade? Existem empresas hoje que de maneira criativa, mas conhecida por qualquer pessoa, conseguiram, apesar de manterem a jornada de 8 horas, estimular os seus empregados, fazendo com que eles não se sintam obrigados a trabalhar, a produzir, mas eles fazem por própria vontade, empresas como a Google que ouvi dizer que possuem uma área de lazer que tem inclusive uma piscina de bolinha, ou a EA games que possui um hall de entreterimento com coisas como bar, mesas de sinuca, sofás confortáveis, fazem com que os empregados produzam sem estress ou obrigação, eles podem até trabalhar mais de 8 horas por vontade própria sem perder o estimulo, com isso produzir bem mais do que em um ambiente "hostil". É claro que isso deve ser tratado com severidade, pode existir pessoas que abusem desse gozo. Enfim o trabalho como é hoje precisa de mudanças, não só no conceito de contratação, como nos conceitos de bem estar do empregado e de produção, junto com a mudança na educação, ou seja é necessario mudanças em conjunto, com a conscientização de todos para que seja possivel melhoras para todos, não só para benefício da melhoria como acontece atualmente. Se os empregos acabarem em prol da alta produtividade, quem vai comprar os produtos produzidos? É uma questão cíclica não é? Se aquele que investe em uma tecnologia que acaba com os empregos apenas para aumento da produtividade e com isso pensa em obter mais lucros, mais poder, terá ele esses luvros se ninguem tiver a renda necessaria minima para comprar o que ele produz?
"Para a civilização e o progresso serem compatíveis com a igualdade, é necessário que a igualdade não implique longas horas de labuta penosa por pouco mais do que é necessário para a vida, já que, onde não há lazer, a arte e a ciência fenecem, e todo progresso se torna impossível." - "Caminhos para a Liberdade" de Bertrand Russell ao discutir sobre os conceitos de Kroptkin.
"Kropotkin confia na possibilidade de tornar o trabalho uma coisa agradável: ele diz que, numa comunidade como a que ele antevê, praticamente todas as pessoas preferirão o trabalho à ociosidade, pois o trabalho não implicará excesso ou escravidão, nem a especialização excessiva produzida pelo industrialismo, mas será simplesmente uma atividade agradável por certas horas do dia, propiciando ao homem um escape para seus impulsos construtivos espontâneos." - "Caminhos para a Liberdade" de Bertrand Russell ao discutir sobre os conceitos de Kroptkin.
"O mundo que devemos buscar é um mundo em que o espírito criador esteja vivo, e a vida seja uma aventura plena de alegria e esperança, baseada mais no impulso de construir do que no desejo de reter o que possuímos ou tomar o que pertence aos outros. Deverá ser um mundo em que o ageto tenha livre ação, em que o amor esteja isento do instinto de domínio, em que a crueldade e a inveja tenham sido dissipadas pela felicidade e pelo livre desenvolvimento de todos os instintos que edificam a vida e a enchem de deleites mentais. Tal mundo é possível; aguarda apenas que os homens desejem criá-lo. Por enquanto, o mundo em que vivemos tem outros objetivos. Mas ele passará, destruído pelo fogo de suas próprias paixões incandescentes, e, de suas cinzas, surgirá um mundo novo e mais jovem, repleto de fresca esperança, com a luz da manhã em seus olhos." - Bertrand Russell
Escrito por massahiro ás 6:35 PM
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As escolhas e o destino
Tenho certeza que alguns não vão concordar com o destino, sei que existem pessoas que pensam que não existe destino, que somos nós que fazemos o nosso próprio destino, assim como há aqueles que acreditam, que o destino já foi traçado. Eu penso que o destino existe, mas de uma forma diferente da qual a maioria acredita, eu vejo o destino como caminhos que já foram traçados muito antes mesmo da nossa existencia nesse plano, e cada caminho possui muitos outros caminhos, cada um deles levam a lugares e rotas diferentes, e existe o caminho que escolhemos antes de nascer, eu acredito em reencarnação, mas não vou colocar isso em discussão. Esse caminho que escolhemos antes de nascer é o qual nós seguimos, mas como cada um de nós tem o livre arbitrio podemos nos desviar dele quando quisermos, assim como haverão os espiritos guias que nos dirão quando estivermos saindo muito desse caminho, mas como muitos não os ouvem, então muitos seguem caminhos duvidosos, acredito que todos já tiveram um pressentimento de quando faziam algo, algo dizia para não o fazer, e quando mesmo assim faziam acabavam por se descepcionar de alguma forma. Então esses seriam os espíritos guias. Pois bem, não quero entrar em questões espíritas, mesmo porque não é o meu intúito discutir crenças, o que quero e pretendo discutir é a respeito do pensamento que se toma hoje em dia das pessoas. Quantas pessoas já não pararam para se perguntar: "Será que estou certo?" ou "Será que estou fazendo a coisa certa?" ou "Será que é isso mesmo que eu quero fazer?"? Chega-se em um momento na vida que as coisas aparentam confusas, incertas, e parece que elas vão gerando caos e mais caos, aposto que a maioria, se não todos, os universitários alguma vez durante o curso pensaram: "Será que eu to no curso certo?". Esse pensamento de instatisção, de dúvida, é muito frequente e comum, quando se cria expectativas a tendencia é se desapontar, isso se deve ao fato de que quanto mais se cria uma expectativa, por exemplo, de uma pessoa, começa também a se criar ilusões, fatos que não são reais, e quando se percebe que a pessoa não era como se esperava, acaba-se por se decepcionar. É o mesmo que um curso universitário, de um trabalho, de uma pessoa, de um namorado(a), em qualquer relação, como eu já comentei em um artigo anterior. Eu vou iniciar na minha 3ª faculdade no ano que vem, e não terminei as minhas 2 anteriores, sendo que a minha ultima eu estava no penultimo ano, fiquei insatisfeito com o método aplicado de ensino, aproveitando esse "gancho" eu pude sair e iniciar no curso que eu tinha em mente antes mesmo de realizar a primeira, mas na época não existia. O que quero dizer é que não são todos os casos que é somente uma questão de expectativas, existe também o caso de a pessoa não se encontrar satisfeita, no meu caso por exemplo, com a grade, entre outros muitos fatores. Uma coisa que eu ouvi do meu antigo chefe e que concordo é que enquanto temos oportunidade devemos segui-las, enquanto nos é dado a chance de uma escolha, aproveite-a, não se deixe influenciar pelos outros, por exemplo no meu caso, eu sei o quanto foi investido no meu ensino pelos meus pais, pois são eles que pagam, e que é um peso grande nos gastos deles, no entanto, se eles podem arcar, mesmo que seja com dificuldade, aproveite as chances, mude, mas tenha em mente a responsabilidade, e aprenda com as experiencias para não errar novamente na escolha do curso. Olhe para aqueles que fizeram e mesmo insatisfeitos, continuaram e terminaram pois não tinham essa oportunidade de escolha, essas pessoas aprenderam a gostar, e não fazem o que gostam. Uma breve nota, fazer o que gosta não é o mesmo que saber o que quer fazer, o que quer ser profissionalmente é algo dificil e possui suas diferenças com o gostar, como mencionado em um artigo anterior, existem pessoas que fazem o que gostam e não sabem se era isso que gostaria de estar fazendo de fato, é algo complicado que talvez eu aborde em uma futura discussão. Pensa-se o mesmo a respeito de relacionamentos: "Será que eu estou com a pessoa certa?". O que dizer a respeito disso? Atualmente todos estamos sendo influenciados pela midia, como também foi mencionado em um artigo anterior, e isso gera esses conflitos. A duvida de alguns é se se está com a pessoa certa, se ela é a pré-destinada dele ou dela, como saber? O destino, se ele existir, não cabe a ele se revelar antes de seu tempo, fazemos escolhas, e apesar delas se estenderem por caminhos já escrito pelo destino, ainda somos livres para escolher quais seguirem. Não adianta pensar no que já aconteceu, o passado é passado, o presente é agora, e o importante é fazermos o melhor possivel com o agora, se passado nossas escolhas, sempre haverão duvidas se aquela escolha foi a melhor a se fazer, mas não adianta gastar tempo e reflexão nisso, se damos o melhor de nós no presente, não há do que se arrepender com o passado, mas aprende-se com ele para se aprimorar no presente. Todo mundo tem a chance de escolher, e tudo que acontece com cada pessoa é devido a sua própria escolha, alegria ou tristeza, animo ou desanimo, facilidade ou dificuldade, fartura ou necessidade, tudo é devido a escolha de cada pessoa, lembre-se que a escolha que é feita por uma única e simples pessoa, influi de maneira universal, todos em volta também serão afetados pela escolha de uma pessoa, e vice-versa. A escolha que fazemos nos relacionamentos, nos cursos técnicos, nos trabalhos por qual passamos, na compra de produtos, na mudança de nós mesmos, todas nos levam para caminhos incertos, mesmo que não pareça fazer sentido no momento, acredite, tudo na vida se encaixa de uma maneira perfeita, o destino se revela no momento certo, nem antes, nem depois, é preciso estar certo no momento de nossas escolhas. Cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo, cada milésimo de segundo, é uma oportunidade de mudar tudo, de escolher, se se encontra triste tem-se a escolha de caminhar à felicidade, se se encontra necessitado, tem a escolha de caminha à fartura, mas lembre-se, pelo que eu acredito, os melhores caminhos não são os mais fáceis, muitos são simples, mas é na simplidade natural do universo que se encontram as maiores dificuldades de compreensão para a mente complexa e caótica das pessoas atuais. O destino é feito de escolhas, e se se dá o melhor de si no presente, está conscio de si e consequentemente de tudo ao redor, então não haverá escolhas "ruins", apenas escolhas feitas de acordo com a influencia do momento, não existe certo ou errado, bom ou ruim, existe apenas pontos de vista, influencia do momento e das circunstancias.
"Destino não é uma questão de chance. É uma questão de escolha. Não é algo para se esperar, é algo para ser alcançado." - William Jennings Bryan
"É um erro ver muito a frente. A corrente do destino só pode ser compreendida um nó de cada vez." - Sir Winston Churchill
"Nossos problemas são feito por homens, então eles devem ser resolvidos pelo homem. E o homem pode ser tão grande quanto ele quer. Nenhum problema do destino humano está alem dos seres humanos." - John F. Kennedy
"Se você começa o dia com amor em seu coração, paz em seus nervos e verdade em sua mente, você não só beneficia por suas presenças, mas também tráz eles para outros, para sua familia e amigos, e para para todos aqueles cujo destino faz com que cruzem o seu caminho neste dia." - Desconhecido
"Destino é um nome normalmente dado em retrospecto às escolhas que tiveram consequencias dramaticas" - J. K. Rowling
"É, talvez, um destino mais afortuno ter um gosto por colecionar conchas do que nascer milionário." - Robert Louis Stevenson
Escrito por massahiro ás 12:55 AM
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Historia do padre e o monge
"'Um padre (muito renomado) abanava-se. Um monge aproximou-se e perguntou-lhe: - A natureza do vento é permanente, e não há nenhum lugar que ele não atinja. Então, por que o senhor, mesmo assim, tem de se abanar? - Mesmo que você compreenda que a natureza do vento é permanente - respondeu o mestre -, você não compreende o significado de sua presença por todo o lado. -Qual o significado de sua presença por todo lado? - perguntou o monge. O mestre contentou-se em se abanar. O monge reclinou-se com um profundo respeito.' Ou seja, como explica Dogen Zenji: 'Aqueles que dizem que não se deve usar abano porque o vento é permanente, e que deveríamos conhecer a existência do vento sem usar um abano, não conhecem nem a permanência, nem a natureza do vento'."
História contada por Dogen Zenji citada no livro "A Força do Budismo" de Jean-Claude Carrière
Escrito por massahiro ás 11:31 PM
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A voz da razão e o Pregador
Discuto aqui a questão daquele que prega, do guru, do profeta, daquele que se diz a voz da razão. Com certeza muitos já leram livros em que as palavras pareciam ser proféticas, dizendo ser a voz da razão, por exemplo quando uma pessoa bem sucedida escreve em seu livro como se chegar ao sucesso que ele obteve, e ao fazer transmite idéias e elabora exercícios que ele se diz necessários, que ele se diz o caminho correto de se percorrer. Mas terão estes o direito de fazer algo como isso? De pregar os seus sofrimentos, suas idéias e experiencias para outras pessoas? Aquela idéia de "O meu caminho é o correto, e você será bem sucedido se percorre-lo a risca", e ainda esses autores podem defender seus argumentos para aqueles que não forem bem sucedidos como eles, "Se você não for bem sucedido depois de seguir os meus ensinamentos é porque você não tentou nem prestou atenção o bastante". Existem muitos sábios em relação a filosofia, espiritismo e a sociedade, sábios que refletem sobre a vida em si, sem pregar técnicas ou ensinos, e estes na minha opinião são verdadeiros em si, pois não pregam nada de seus ensinamentos. Acho que que todo conhecimento não técnico deve ser absorvido, não para a vida, mas para a nossa vida em si, não impondo a maneira como ele aprendeu ou a maneira que ele absorveu seus conhecimentos, afinal de contas isso é pregar, fazer com que outra pessoa percorra o seu mesmo caminho. Quem verdadeiramente sabe e está conscio de si, acredito eu, que ao ensinar não prega, bota em discussão, aprende e ensina aos outros de maneira livre, afinal de contas a interpretação de cada pessoa é diferente, absorve a tudo nunca se diz a voz da razão, que está sempre correto, nunca fixa fórmulas para se alcançar o conhecimento, pois ele sabe que cada pessoa é diferente, e por serem diferentes devem buscar em si mesmos as respostas e as maneiras de aprender. Não existe um meio correto e fixo de conhecer a si mesmo, ou o universo, a melhor maneira pode ser a meditação, mas a meditação não é algo fixo, existem infinitas formas de se meditar, de se esvaziar a mente, isso muda de pessoa pra pessoa, e é ela que deve buscar as melhores formas de o faze-lo, o que uma pessoa conscio de si faz é falar o que sabe sem crenças, sem preconceitos, sem pregar uma maneira de absorver os conhecimentos, não emprega exercícios, apenas diz que a pessoa deve buscar seu próprio caminho, afinal não é outra pessoa que vai lhe dizer como você deve chegar em você. Pense nisso como valores - que irei discutir em um futuro artigo - a pessoa dá um maior valor a algo quando ela o obtém por um grande sacrifício, se o caminho pra ela fosse dado, não seria a mesma coisa, fora que não existem formulas nem exercícios fixos para se estar conscio do eu, ou buscar conhecimento de fora, pois todas essas coisas são transitórias, o presente muda constantemente, o agora está em eterna mudança, assim como o nosso "eu". Aquele que prega, o profeta, a voz da razão, cria caos e conflitos entre todos, ele não pode mostrar a verdade absoluta, nem mesmo a verdade, pois esta como discutida anteriormente é um ponto de vista, estes buscam impor seu idealismo a outros, não podem provocar mudanças verdadeiras, apenas superficiais, a mudança verdadeira só pode ser obtida por si mesma, não por ensinamentos externos. Aqueles que abrem o caminho para reflexão não pregam, são indiferentes, abertos e simples, não se enervam ao serem contrariados pois estão conscios de que tudo muda, tudo é impermanente e que é necessário um constante estado de alerta a mudanças. Se analisarmos amplamente, nem mesmos os ensinamentos técnicos são permanentes, são fixos, os ensinos tanto técnicos quanto espirituais ou filosóficos não podem ser empregados sempre da mesma maneira, pois estão sempre mudando. Ora quantas coisas não mudam na física, na biologia ou até mesmo na matemática com novas formulas e métodos de se chegar a determinados resultados. Ao meu ver, não existe uma maneira única de se ensinar as coisas, não existe um exercício técnico fixo possivel para aplicar o espiritual, o filosófico, para se encontrar o "eu", o conhecimento. O estado mental, a meditação, as escritas e ensinamentos devem ser encontrados por cada pessoa, cada pessoa deve buscar seu caminho, os ensinamentos não foram feitos para serem seguidos, foram feitos para... ensinar, para que a pessoa possa tirar suas próprias conclusões, bom ao menos eu penso assim, pois acredito que não sejam todas as pessoas que queiram viver como cópias de outras, ignorando o que é e a sua realidade. Reflito da seguinte forma: se um lider diz ter a forma correta para se ser um lider, então quem o segue não será um lider, pois segue uma outra pessoa, e não a si própria, logo esta pessoa que o segue não pode se considerar um lider por completo, apenas superficialmente, não é correto?
"-Essa flexibilidade, como você diz, vem antes de mais nada da experiência. É verdade que nossa experiência é muito antiga e muito rica. Ela nos permitiu, em inúmeras ocasiões, medir o perigo do isolamento, a inutilidade da autoridade dogmática, a presunção do integrismo. Repito: nós, primeiro, estabelecemos os fatos, aqueles que são de qualquer maneira inegáveis, como o crescimento populacional. Depois, tentamos analisar as causas que levaram a esses fatos e as condições nas quais eles se deram. Sem perder de vista por um instante sequer a interdependência e a impermanência. Por fim, se necessário for, mudamos de atitude." - Dalai Lama para Jean-Claude Carrière em "A Força do Budismo" de Jean-Claude Carrière
"Examinemos primeiro a idéia de que o guru pode dissipar a nossa confusão. Pode algém dissipar nossa confusão, sendo a confusão um produto de nossas relações? Nós a criamos. Pensais que outra pessoa criou tudo isto - esta miséria, esta batalha que se trava em todos os níveis da existência, interior e exteriormente? Ela é o resultado de nossa falta de conhecimento de nós mesmos. Porque não compreendemos a nós mesmos, nossos conflitos, nossas reações, nossas tribulações, procuramos um guru, pensando que ele pode ajudar-nos a nos livrarmos de tal confusão. Só podemos compreender a nós mesmos em relação com o presente; é essa relação que deve ser o nosso guru, e não uma entidade externa. Se eu não compreender essa relação, tudo o que um guru disser será sem utilidade, porque, se não compreendo as relações - minha relação com a propriedade, com as pessoas, com as idéias, - quem poderá resolver o conflito existente em mim mesmo? Para dissolver esse conflito, eu próprio tenho de compreenê-lo o que significa que tenho de estar cônscio de mim mesmo, nas relações. Para estar cônscio, não preciso de nenhum guru. Se não conheço a mim memso, que utilidade pode ter um guru? Assim como um guia político é escolhido pelos que estão confusos, e por conseguinte só pode ser escolhido confusamente; ele, portanto, tal como o guia político, é consufo." - "A Primeira e Última Liberdade" de Krishnamurti
"Em todo homem dorme um profeta, e quando ele acorda há um pouco mais de mal no mundo..." - Cioran
"Se todos os nossos atos - desde a respiração até a fundação de impérios ou de sistemas metafísicos - derivam de uma ilusão sobre nossa importância, com maior razão ainda o insinto profético. Quem, com a cisão exata de sua nulidade, tentaria ser eficaz, e erigir-se em salvador?" - Cioran
Escrito por massahiro ás 4:30 PM
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Sentido da Morte
Texto de Paulo Hecker Filho, adaptado por Antônio Abujamra em um programa apresentado por ele chamado "Provocações", apresentado na TVCultura. A segunda parte acredito que seja um improviso feito por ele ao citar o texto em seu programa. Quem escreveu o improviso feito por ele foi o André, e possibilitou que o improviso feito pelo Abujamra fosse apresentado aqui, já que seu improviso foi o que me chamou mais atenção, queria deixar para os leitores. Sem mais delongas, ao texto...
Eu ainda não topei pessoalmente com a morte, apesar da idade.
Talvez porque , em princípio, eu conte com ela. É uma solução ao que somos ao acabar com o corpo pelo qual somos.
Não há nada mais irrecuperável que um cadáver e fomos nós.
A frase, o ser que vínhamos encontrando e perdendo, desde a infância, dá com o ponto e se completa.
Formará sentido? ____________________________________
Venite corazion, venite, venite corazion, venite a morte, a morte é um fim elegante para o envelhecimento, deixa que venha, deixa, não fiques te encolhendo, com medo de sentir dor, mesmo sentindo. Não lamentes os filmes que não possas ver na semana O almoço de Domingo no Pampulia. Não receies que a hora já está chegando, não receies. Estás vivo! Vive! Vive sem medo de viver até o pai. Levanta da cadeira, da cama, acompanha a Madonna na TV, Dança,Mesmo que ao menos mentalmente, dança faz um gesto, Gasta uma nota. Telefone pro Bizol, a amizade sempre ganha o dia. Continua sendo oq pode ser, a ousar, a ousar-te, Quando não der mais, apenas morreras Enfim, Tendo a elegância de não dar palpites Não se queixar, não exigir dos outros O cupim que termine com os móveis E o imóvies abriguem novas gerações Desistir de mil páginas esboçadas que findas podiam funcionar De poemas que talvez só tomassem jeito, De mulheres que te acharam ou achariam possível Pois as que amaste, amaste Foi para sempre Venite, venite venite corazion A vida nos foi dada, temos que devolver Foi oq pudemos fazer, Aceita
Escrito por massahiro ás 9:27 PM
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A Rotina: A quem pertence o tempo
Quando se fala a respeito do tempo da vida, alguns afirmam ser demasiada curta, e outros longa, acredito eu que ela seja o suficiente, talvez possa parecer contraditório, eu fumo e sei doas males que isso traz a minha saúde, e com isso podendo "encurtar" o tempo de minha vida. Mas será que o tempo por si já não é definido, podemos encurtá-la ou prolongá-la, mas será que ela de fato foi encurtada? Será que ela pode ser encurtada ou prolongada? Se não fosse pelo cigarro, eu viveria mais? E se eu sofresse um acidente fatal antes? O tempo da vida nos foi dado, não cabe a nós decidir quando morrer, mas sim o que fazer com esse tempo. Creio que já falei isso em artigos anteriores, espero que tenha ficado claro para uma discussão.
O tempo como medimos – por dias, horas, minutos, segundos, etc. – é um padrão criado pelo ser humano. Atualmente quem controla o tempo de uma pessoa não é mais ela mesma, são as outras pessoas. Criou-se a rotina de cada pessoa, para todas as pessoas que vivem dentro de uma sociedade, tem-se tempo para tudo, acordar, trabalhar, estudar, pensar, criar, dormir, enfim, para tudo. A pessoa que nasce hoje é pregada para pensar no amanhã, nunca no presente, prega-se na pessoa um compromisso com o amanhã, por exemplo, uma pessoa que tem um estudo de 4 anos pela frente, já tem uma rotina, seu tempo foi gasto por uma outra pessoa, tem hora de acordar, de ir para a escola estudar, para fazer ser dever. Uma pessoa que trabalha não é diferente. A rotina é uma ilusão de domínio do tempo, quando se tem um compromisso com o amanhã, não uso o amanhã como se conhece, mas uso o amanhã como futuro, quando se tem em mente o padrão de, por exemplo, 4 anos, a vida perde o seu maior charme: o desconhecido. O tempo da vida deixou de ser desconhecido e novo a partir do momento em que foi empregado para as pessoas um compromisso com o amanhã. Quando se pensa no futuro, quando prega-se um compromisso para com o futuro, tudo deixa de ter sentido, parece que o tempo se estreita, tudo fica limitado e sem charme. É assim que o mundo se encontra hoje, o tempo que é dado para uma pessoa não pertence mais a ela, mas a outros, perdeu-se a capacidade de novas idéias e de novas criações pois não se tem tempo para elas, elas tem seu próprio tempo, o tempo certo de se criar priva a criação, o tempo certo de se ter uma idéia, priva a idéia de ser nova, o tempo foi privado de seu tempo. Quando uma pessoa se compromete por imposição de outra, esta deixa de criar, de inovar, limita-se apenas ao que lhe foi imposto, não usa seu tempo, deixa que outro o use por ele, então cai-se na rotina do dia-a-dia, privado de usar seu tempo. A rotina não é quebrada, o fim de semana é por si uma rotina, – não está ela depois de 5 dias “úteis” sempre e sempre? - no fim de semana, ou no dia de folga dos compromissos como trabalho ou estudos, temos outros compromissos que não podem ser realizados durante o trabalho ou estudo, não paramos de ter compromissos, o fim de semana nada é se não uma maneira de sair de uma rotina para outra rotina. Deixa-se de acontecer coisas inesperadas, quando acontecem estão ligadas ao compromisso, raramente são coisas inesperadas novas, desconhecidas, coisas ligadas a vida. Quando em um fim de semana se recebe a visita de uma pessoa que não é vista a uns 10 anos, e neste mesmo dia se tinha o compromisso de concertar um armário quebrado por exemplo, acontece algo de inesperado, algo desconhecido acontece, algo novo, algo que traz um sentimento de novo, de criador, de não programado, esse sentimento de novo, de criador quebra a rotina, pois é algo inesperado. É com esse sentimento que deveria se viver, sem a certeza do amanhã. O ser humano quase não tem tempo para si, tantos são os problemas empregados a ele, que acabou por tomar o seu tempo, e digo literalmente tomar, roubar, o seu tempo para que possa ser gasto em outras coisas para outras pessoas. Quando se está livre do amanhã, e a pessoa cria seu próprio compromisso por sua própria vontade, há uma inovação criadora, deixa-se de produzir para sociedade com vontade obrigatória, passa-se a produzir por gosto, por vontade própria, e não digo produzir coisas matérias, mas sim produzir para tudo que forma a sociedade, o ser humano. É esse compromisso que falta para as pessoas de hoje: talvez seja preciso que “o que fazer com o tempo” seja devolvido para as pessoas, para que estas se comprometam por vontade própria, e para isso também é preciso que as empresas precisem agir diferente, sem sua ganância e apatia com seus empregados, os professores com alunos, e as pessoas com pessoas, e para isso tudo é necessário que conheça cada pessoa conheça a si mesmo, assim todas as coisas podem mudar de maneira verdadeira, mais uma vez a causa de todos os problemas somos nós mesmos, cada um de nós. A rotina deixa de ser necessária quando uma pessoa entrega-se ao presente, quando ela deixa o desconhecido,o inexplicável o inesperado vir até ela, assim devem ser as criações e idéias inovadoras, vindas do presente, do tempo que elas devem vir, não do tempo que foi criado pelos outros para que elas venham. As pessoas que dizem que é necessário novas idéias e criações, são as mesmas que impedem a vinda delas limitando e controlando o tempo de outras pessoas. O fim de semana não “quebra” a rotina, a semana não quebra a rotina, mudar de emprego, de escola, de trajeto, nada disso muda o fato do tempo estar colocado em uma rotina. Somente a mente, o estar cônscio de si, o estar livre de crenças e preconceitos que faz com que a rotina suma, pois ele vive no presente, é espontâneo e inesperado, age de forma única, inesperada e livre de rotina. Essa pessoa pode pegar o mesmo ônibus todos os dias, ver as mesmas pessoas, trabalhar no mesmo lugar sempre, viver os fins de semana todos iguais, sempre depois dos 5 dias, sempre com os mesmos problemas pra resolver que não puderam ser resolvidos durante a semana que é ocupada pela mesma rotina de sempre do trabalho ou estudo, mas para ela todos os dias é novo, pois vive no presente, não tem compromisso com o amanhã, não cria planos nem expectativas,mas é prudente, vive conforme o presente, vive conforme se deixa viver, gasta o tempo que é dele, e de ninguém mais, não cria rotinas, pra ele todo dia é novo e único, sempre inesperado, os problemas de trabalho, são problemas de trabalho, não da importância a eles, os problemas de trabalho são do trabalho e ficam lá, amanhã não vai continuar a resolve-los, vai encará-los de forma nova, diferente, como se fosse a primeira vez, pois no fundo não foi o mundo que mudou, foi essa pessoa, e essa pessoa sabe que o mundo pode mudar, da mesma forma como ela mudou e sempre está mudando no agora. A rotina mata a vida, o charme dela, enfeia a vida, torna a vida enferma e nefasta, e quem cria a rotina é o tempo, o tempo que se deixa ser controlado por outros que não são você, o tempo não existe, somente o agora existe, e se outros pregam o compromisso com o futuro, deixa-os, o único compromisso que deveria se ter é com o presente, com o agora, com a vida que se encontra somente nesse momento.
“Tempo é a moeda de sua vida. É a única moeda que você tem, e somente você pode determinar como ela será gasta. Tenha cuidado para que não aconteça de você deixar outra pessoa gastar por você.” – Carl Sandburg
“Eu não penso no que é passado. A única coisa que importa é o interminável presente.” - W. Somerset Maugham
“A vida não valeria a pena ser vivida se eu me preocupa-se mais com o futuro do que com o presente.” – W. Somerset Maugham
“Se nós tomamos conta dos momentos, os anos vão tomar conta de si mesmos.” – Maria Edgeworth
“Tempo é somente algo que nomeamos. Você sabe, passado, presente, tudo é somente arbitrário. A maioria dos Nativos Americanos, eles não pensam no tempo como linear; em tempo, fora do tempo, eu nunca tenho tempo suficiente, tempo circular, a roda de Stevens. Todos os momentos estão acontecendo todo o tempo.” - Robin Green e Mitchell Burgess.
Escrito por massahiro ás 7:33 PM
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Um comentário sobre a fome
Copio aqui um e-mail que chegou ao meu conhecimento pelo André, novamente uma fonte de inspiração para as discussões desse blog que podem ou não ser de importância a todos, isso vai depender do quão receptiva está sua mente. Deixarei um breve comentário ao final do texto do e-mail, uma reflexão que tive ao lê-lo novamente hoje. Sem mais delongas ao e-mail...
Eis parte da sentença do juiz Rafael Gonçalves de Paula, da 3ª Vara Criminal de Palmas (Tocantins), que deu liberdade a dois cidadãos presos, acusados de roubo de duas melancias. Fez tanto sucesso que a Escola Nacional de Magistratura incluiu o despacho do meritíssimo, na última sexta-feira, em seu banco de sentenças:
"Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Gandhi, o direito natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de Colocar os indiciados na universidade do crime (o sistema penitenciário nacional).
Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém. Poderia aproveitar para fazer discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário. Poderia brandir minha ira contra os neoliberais, o Consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia. Poderia dizer que George W. Bush joga bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam privação na Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo ?
Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir. Simplesmente mandarei soltar os indiciados. Quem quiser que escolha o motivo."
(Publicado na "Tribuna da Imprensa", caderno "Tribuna Bis", de 04.07.06, página 2) ___________________________________
Há aqueles que justifiquem o roubo de alimento como sendo algo necessário a sobrevivência, já que o alimento é algo necessário para a sobrevivencia de qualquer ser humano, mas analisem com cautela, haveria necessidade de roubo de alimento se as condições para suprir as necessidades básicas para a sobrevivencia de um ser humano fossem cumpridas? Se tivéssemos mais juízes com essa mentalidade, e talvez até um governo que possuísse uma mentalidade assim, talvez a atual situação do país e do mundo não se encontrasse tão caótica, é claro que somente possuir essa mentalidade não basta, é necessária outras qualidades e estados de mente para que se possa dissolver o caos atual, não só mentalidade do governo, juízes,etc. Mas como também a mentalidade de cada um de nós, das pessoas que compõe o mundo, a sociedade. A minha pergunta reside em um aspecto em especial do governo atual: onde está a fome zero? Sei que tais projetos levam tempo até que possam ser vistos efetivamente, assim como também sei que a política atual foca seus projetos nas coisas mais aparentes, onde sua mudança possa ser vista por todo o povo, onde o projeto possa ser divulgado com maior impacto o seu andamento e resultados, talvez por isso se tenha visto as familias fomentadas do noerdeste brasileiro sendo presenteadas com o projeto fome zero? Mas enquanto aos outros que sofrem com a fome, que não são divulgadas, que são esquecidas por nós, e consequentemente pelos próprios politicos? Será que algum dia serão engrupadas no projeto de fome zero? Ou será que o projeto é apenas um marketing? Sei que pela curta estadia do presidente no poder limita o tempo e resultados maiores de seus projetos, assim como sei que para se ser visto deve-se atingir o que é o mais aparente, que está na consciencia de todos. Mas acabar com a fome é acabar com a causa? Ou será a fome apenas um sintoma de uma causa maior? Ao meu ver projetos assim são necessários para ajudar o sintoma do problema atual, mas quando se perde tempo divulgando-o para outros paises acho que é encobrir a causa, fugir dela, ameniza os sintomas, para poder tratar diretamente a causa, o que não é visto, deixando assim apenas a causa ganhar mais força e surgir o que se vem surgindo com o caos de hoje. Como alguém pode querer mudar o mundo, melhorar o mundo, se não consegue mudar seu país? E como alguém pode querer mudar seu país, se não consegue mudar uma cidade? E como mudar uma cidade, se não consegue mudar um município? E por fim: como mudar um município, uma cidade, um país, um mundo, se não pode mudar a si mesmo?
"Passa-se algo parecido com a tísica que, conforme os médicos, no princípio é fácil de curar, mas difícil de diagnosticar e que, com o tempo, quando não é desde logo reconhecida e tratada, torna-se fácil de reconhecer e difícil de tratar. É o que ocorre com os negócios do Estado: pois a antevisão (o que só é dado ao homem prudente) dos males que virão torna possóvel curá-los facilmente. Porém, quando esses males se avolumam, por falta de tal previsão, de modo que todos podem já reconhecê-los, não há mais remédio que possa controlá-los." - "O Príncipe" de Maquiavel.
"Para que se possa transformar o mundo que nos rodeia, esse mundo de angústias, guerras, desemprego, fome, divisões de classes e confusão extrema, urge operar uma transformação em nós mesmos. A revolução deve começar dentro em nós mesmos, mas não de acordo com alguma crença ou ideologia, porque revolução baseada em idéia ou na observância de determinado padrão, não é, em absoluto, e obviamente, revolução. Para que se possa operar uma revolução fundamental em nós mesmos, temos de compreender o processo integral do nosso pensamento e do nosso sentimento, nas relações. Esta é a única solução para todos os nossos problemas, pois não é solução o fato de termos mais disciplinas, mais crenças, mais ideologias e mais instrutores. Se pudermos compreender a nós mesmos, tais como somos de momento em momento, sem processo de acumulação, ganharemos uma tranqüilidade que não é produto da mente, uma tranqüilidade não imaginada e não cultivada. Só neste estado de tranqüilidade pode haver criação." - "A primeira e ultima liberdade" de Krishnamurti
Escrito por massahiro ás 3:01 PM
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Raiva e ódio: Parte 2 - O Ódio
Discuto agora a respeito do ódio, pois, apesar de serem coisas diferentes, tem uma relação de se desenvolver a partir da outra.
Quanto ao ódio, o que é o ódio? Sente-se raiva e quando não a utiliza para algo benéfico ou maléfico - de acordo com a interpretação de cada um sobre o que é benéfico e maléfico - acaba por gerando uma energia, e quando ela se acumula nomeia-se um novo sentimento, o ódio. O ódio surgido da raiva é uma forma de fuga, uma forma de ignorar a causa da raiva, quando não se acha solução para ela, simplesmente se cria o ódio. Quando se diz que odeia alguém ou a algo, se sente bem, pois ai achou uma ilusão de solução, mas não se pode odiar puramente, o ódio é o reflexo da raiva, e ela só é gerada quando não se encontra resposta para a raiva, só se odeia aquilo que se parece com você ou que está acima de você. O ódio é tudo aquilo que não pode ser explicado, que não se conhecese, que se assemelhe a quem odeia, o ódio assim como a raiva é uma perturbação. Diz que se odeia uma pessoa pelo que ela faz, mas odeia a pessoa ou o que essa pessoa faz? Odeia a pessoa em si ou odeia o ato que essa pessoa faz, a maneira de ela agir? Acho que não se pode odiar uma pessoa em si, mas apenas as suas ações, a maneira da pessoa agir. Não entrarei em discussão a respeito da ação da pessoa ser o que ela é em si, sim é um reflexo do que ela é, mas não se pode conhecer alguem somente por suas ações, odeia-se sua ação apenas por se assemelhar as suas, mesmo que você as ignore visando conquistar o seu ideal. Então o que seria o sentimento que se diz ódio, por exemplo, ao ver algo que o perturbe profundamente? Não é a própria perturbação? Não se sente ódio por alguma atrocidade, por algum ato que seja contra aquilo que se acredita que é bom, a não ser que veja nisso seu próprio reflexo. O que se sente então, a meu ver, ou é raiva, ou medo, ou uma forma de discordar do que se vê, do ato, ou seja que for.
"Não se odeia quando pouco se preza, odeia-se apenas aquele que está à nossa altura ou superior a nós." - Nietzsche
"Lembre-se sempre que outros podem te odiar, mas aqueles que o odeia não podem vencer a menos que você os odeie. E então você destroi a si mesmo." - Richard M. Nixon
"Se você odeia uma pessoa, você odeia algo nela que é parte de você. O que não é parte de nós não nos perturba" - Hermann Hesse
Escrito por massahiro ás 12:01 AM
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Raiva e ódio: Parte 1 - A raiva
Desejo discutir a raiva e o ódio, que apesar de aparentarem semelhança, são coisas muito diferentes, apesar de uma coisa, por vezes, originar a outra. Esta primeira parte, e de maior tamanho, se trata da raiva.
O que é a raiva? Por qual razão sentir raiva? Sente-se raiva quando se teme algo ou alguém, quando se está inseguro a respeito de algo, a raiva é uma perturbação, se não analisada corretamente pode se tornar ódio. E para analisar isso não se deve por o nome em um sentimento, sente-se algo que o encomoda, nomeia-se raiva, a partir dai trabalha para "curar" essa raiva, está tratando do efeito não é mesmo? E não da causa em si. Sentir raiva pode ser algo bom, um aprendizado valoroso, mas só é algo bom quando se usa a raiva para algo benéfico, para um aprimoramento do ser que se é. Quantos não sentem raiva ao ser menosprezado ou contrariádo, quando não são ambos? A raiva é uma perturbação, uma insegurança, sente-se raiva quando é menosprezado, ou quando lhe vem um sentimento de insegurança. Ao ver uma atrocidade, por exemplo, cometida por uma pessoa, sente-se raiva, no momento pode dizer que sente raiva do ato, a atrocidade, ou da pessoa que a cometeu, mas a raiva não é uma insegurança? Não se sente inseguro quando ve a atrocidade e pensa que poderia ter acontecido com você? Que aquela pessoa que cometeu a atrocidade poderia ter cometido com você? Sente-se raiva e se não tratada torna-se ódio, se com a raiva se aprende, se a raiva é usada para algo benéfico, como no exemplo exposto, poderia se ter mais segurança, não fisica, mas mental, poderia esforçar mais para tentar evitar que alguma atrocidade como aquela torna-se a acontecer, trabalharia e produziria mais, não ficaria apenas sentado mergulhado em raiva, mas ao invés disso faria algo a respeito. A raiva é um ótimo estimulo que leva as pessoas a se levantarem e fazer algo, não só por elas, mas por outras que compartilhem do sentimento e dos perigos. Ser contrariado leva a insegurança, e a insegurança a raiva. Ao expor, por exemplo, minhas idéias aqui no blog, com certeza não é de agrado a todos, e poderiam perfeitamente criticar, me contraria e expor suas opiniões, mas se eu me sentisse inseguro daquilo que exponho aqui, poderia facilmente me sentir com raiva, mas não iria retrucar de forma vulgar, utilizaria a raiva, sem me exasperar, a discutir as opiniões expressas de mente aberta de maneira complacente e tolerante. Mede-se o quão ignorante uma pessoa é pela maneira como ela expressa sua raiva, todos somos ignorantes, mas uns mais que os outros. Veja, por exemplo, quando uma pessoa discute com a outra, e quando esta é contrariada, -sei que muitos já passaram por isso - sente vontade de agredir fisicamente a pessoa que lhe contrariou, e alguns até cumprem a agressão. Isto demonstra apenas a falta de capacidade de argumento, o medo que se tem ao ser contrariado e não poder discutir a respeito, se exaspera por não ter mais argumentos para continuar a discussão ou por não aceitar o que lhe é dito, embora não consiga argumentar o contrário, e acaba por agredir da unica maneira que lhe é mais facil e possivel, pela força física. É assim que são feitas a maioria das guerras, a grande ignorancia e falta de capacidade de argumentar em uma discussão com outros. É assim que utilizam a raiva, não se aprimoram em nada, apenas utilizam-na para destruição, de si e de outros quando lhe são possivel. Mas o que fazer quando se é insultado verbalmente por outro? Aqueles que ignoram são chamados de covardes, mas por qual razão? O inicio das brigas e guerras se dá, por muitas vezes, a um mero insulto. Mas por que se insulta alguém verbalmente, se não para demonstrar sua tamanha ignorancia, falta de conhecimento e de capacidade de discutir? Para aquele que insulta quer que o insultado se sinta como ele: com raiva, inseguro, incapacitado de continuar um argumento ou de realizar um, incapacitado de competência. Quantas brigas não seriam evitadas se os dois lados se encontrassem menos ignorantes? Aquele que sabe, que tem conhecimento, o sábio, se é que posso nomeá-lo assim, não se deixa enervar por insultos, pois vence brigas e guerras sem brigar ou guerrear. A visão da maioria se deixar levar pelo insulto e responder com agressividade é protejer sua honra, mas se ignora é um covarde, a vontade então é de lutar com a agressão física. Mas se for bem analisado, quem ganha: aquele que se deixa enervar e agride fisicamente aquele que o insulta, que por vezes perde e por vezes ganha, ou aquele que ignora e não ocorre a briga, a guerra, e deixa aquele cuja inferioridade queria refletir no insultado sem reação, sem resposta a sua intenção? Creio eu que aquele que insulta perde, pois não lhe é correspondido o seu desejo, a sua vontade. Assim é o sábio, vence as batalhas antes mesmo que elas comecem, não se exaspera e quando sente raiva canaliza-a para algo melhor para si e por consequencia, por vezes, para outros.
"-Você não precisa controlar suas emoções - disse ele. - As emoções são tão naturais quanto o passar dos anos. Às vezes é melhor expressar medo, tristeza ou raiva. Expressar as emoções não é um problema. A chave é transformar a energia das emoções numa ação construtiva." - "O Caminho do Guerreiro Pacífico" de Dan Millman
"O general tem, pois, cinco traços de caráter perigosos: Quem se compromete a morrer pode ser assassinado. Quem se compromete a viver pode ser capturado. Quem facilmente se exaspera e se precipita para agir pode ser insultado. Quem é obcecado por ser escrupuloso e imaculado pode ser humilhado. Quem ama o povo pode encontrar problemas." - "A Arte da Guerra" de Sun Tzu
"O chefe de Estado que obedece a Tao Não tenta dominar com violência, Porque sabe que toda a violência Recai sobre o próprio violento. Nos campos de batalha, Só medram espinhos e cardos. Guerras geram angústias e miséria. Por isso, o sábio vive sem armas, Não obriga ninguém com violência, Não conhece ambição nem glória, Não alimenta presunção alguma, Nem aspira ao poder. Faz o que deve fazer, Mas sem forçar ninguém. Ele conhece o ritmo da evolução, Sabe que tudo falha Quando contradiz as leis da vida, Porque todas as ilusões Depressa se dissipam." - "Tao te Ching" de Lao-tse
Escrito por massahiro ás 11:58 PM
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O ser humilde
Pretendo analisar o que é ser humilde, como mencionei em posts anteriores eu eu vou escrever a minha reflexão a respeito de ser humilde. O que é, para muitas pessoas, ser humilde? Ostentar pouco valor material e/ou ter pensamentos simplorios? O que leva as pessoas de hoje acreditar o que são pensamentos, ou ações simples? Não seria aquilo que parece inferior a pessoa? Ser humilde na concepção da maioria das pessoas da atualidade, consicente ou inconscientemente, é ser inferior, acredita-se que aquele que é humilde, é inferior de alguma forma, na maioria das vezes, inferior em relações materiais. Mas será que ser humilde é esta inferioridade material ou intelectual? Acredito que não seja, ser humilde não é algo material nem intelectual, afinal de contas, não existem pessoas que possuem poucos valores materiais e ainda por cima se vangloriam perante os outros? O mesmo para a inteligencia, não existem aqueles intelectualmente tecnicos que rebaixam outras pessoas pelo seu nivel de conhecimento perante o dele? O mesmo vale para aqueles que acreditam que sabem e pregam em outras pessoas a sua verdade, mesmo com o seu "baixo intelecto". Quando alguem diz que uma pessoa é humilde, logo passa a idolatrá-la, os seres humanos se sentem bem ao ver uma pessoa em condição inferior ao dela, ao menos a condição aparente, por isso passa a vê-la como humilde, como alguem que tem menos que ela e sofre, assim essa pessoa pode se confortar e conformar que a sua situação não está tão ruim quanto a dela. A humildade não é possuir poucos bens materiais ou um intelecto inferior, a humildade não é algo material, algo externo, a humildade verdadeira é um estado mental, não está ligada ao intelecto ou material, ela está ligada com o que somos verdadeiramente. Ao meu ver um ser humilde não prega suas palavras, é sincero no dizer e tem convicção no que diz, mas está sempre aberto a discussões, nunca impões suas palavras a outras, diz o que para ele acredita ser verdadeiro, mas possui uma mente aberta e tranquila para aceitar todas as opiniões, não se enerva ao ouvir criticas abusivas, está sempre atento a tudo, ouve a tudo, não considera nenhum ser superior nem inferior, trata-os com o respeito de serem todos seres vivos, ouve-os atenciosamente sem preconceitos. O ser humilde não precisa de poucos valores, ou muitos valores, vive contente com o que tem, vive livre de desejos desnecessarios, é simples no agir, no pensar, no ter e no falar. Fala o que lhe convém, mesmo que para muitos suas palavras possam parecer insultos, elas são verdadeiras do seu ser, não há mentiras nem estéticas, não há ilusões que cobrem o seu sincero pensar, não diz coisas para bajular ou alegrar, diz o que é a verdade para ele, sempre buscando em suas palavras uma maneira de ajudar, se é bajular ou ofender, não o importa, quando fala, fala para ajudar, para ensinar. O ser humilde é isso ao meu ver, pode ser rico em bens materiais ou pobre, pode ser rico em cultura ou não, mas acima de tudo nunca prega, nunca menospreza, nunca constrange, é sábio e sincero ao falar, busca palavras e conhecimentos que ajudem os outros, mesmo que seu conhecimento não seja vasto, ouve a todos com complacência e tolerância, conhece a si mesmo verdadeiramente, é simples não exteriormente, mas interiormente, está cônscio com tudo e a todos, está livre de suas crenças e preconceitos, o humilde se encontra conscio de si mesmo.
"Parecemos pensar que a simplicidade é pura expressão exterior, uma renúncia: ter poucas posses, andar de tanga, não ter morada, ter poucas roupas, ter pouco dinheiro no banco. Ora, sem dúvida, isto não é simplicidade: é mera ostentação. A simplicidade me parece essencial, mas só pode existir quando começamos a compreender a importância do autoconhecimento." - "A Primeira e Ultima Liberdade" de Krishnamurti
"Humildade conquistada deixa de ser humildade. A mente que se impõe a humildade, já não é humilde. É só quando temos humildade, não humildade cultivada, que somos capazes de enfrentar as premências da vida; porque então o indivíduo não é importante e não olha as coisas através dos seus próprios impulsos e do sentimento de sua própria importância. Considera então o problema em si, e é capaz de resolvê-lo" - "A Primeira e Ultima Liberdade" de Krishnamurti
"É a simplicidade que faz os não educados mais eficientes que os educatos quando se dirigem a audiencias populares." - Aristotle
"Dizem os homens que eu sou grande, Como se eu fosse algo especial. Grande só é quem nada se importa Com sua grandeza. Quem deseja ser grande perante os outros, Esse é pequeno. Três palavras me são sagradas: A primeira é bondade, A segunda, suficiência, A terceira, modéstia. A bondade dá força, A suficiência faz do homem um veículo Para a atuação das forças eternas. Hoje em dia não é assim. O homem não conhece mais bondade, E, ainda assim, se julga forte. Não tem mais suficiência, Só reclama seus direitos; Ninguém sabe ser modesto, Mas só pensa em sucesso. E isto conduz à ruína. Quem é realmente bom Vence na luta Porque é invencível. Quando o inimigo avança, Esse homem é amparado pelo céu." - "Tao Te Ching" de Lao-Tse
"Ser humilde é reconher-se tal como se é, insignificante...." - V. Jan Kelevith (Citação sugerida pelo André, da onde tirei a inspiração para o post de hoje, obrigado mais uma vez aibou! =D )
Escrito por massahiro ás 12:52 PM
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Diálogo sobre um diálogo
Texto de Jorge Luis Borges. Um dos textos que eu mais gosto que me foi apresentado, assim como muitos outros, pelo meu amigo, e irmão de consideração André, se trata um pouco a respeito de um tema já abordado neste blog anteriormente, a morte.
Sem mais delongas, ao texto... "Entretidos em discutir a morte, anoiteceu e não acendemos a luz.
Não víamos o rosto um do outro. Com doçura e sem fervor, a voz de Macedonio Fernandez repetia que a alma é imortal. Garantia que a morte não é nada. Morrer tinha que ser o menos importante que pode acontecer a um homem. Eu, Jorge Luis Borges, brincava com a navalha de Macedonio: abria e fechava. Um acordeom, numa casa vizinha, despachava 'la cumparsita', essa choradeira infinita e consternada de que muita gente gosta porque inventaram que é velha. Então, para podermos continuar discutindo em paz a imortalidade, propus a Macedonio que nos suicidássemos.
Francamente, não lembro se nos suicidamos naquela noite."
Escrito por massahiro ás 7:38 PM
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