As escolhas e o destino
Tenho certeza que alguns não vão concordar com o destino, sei que existem pessoas que pensam que não existe destino, que somos nós que fazemos o nosso próprio destino, assim como há aqueles que acreditam, que o destino já foi traçado. Eu penso que o destino existe, mas de uma forma diferente da qual a maioria acredita, eu vejo o destino como caminhos que já foram traçados muito antes mesmo da nossa existencia nesse plano, e cada caminho possui muitos outros caminhos, cada um deles levam a lugares e rotas diferentes, e existe o caminho que escolhemos antes de nascer, eu acredito em reencarnação, mas não vou colocar isso em discussão. Esse caminho que escolhemos antes de nascer é o qual nós seguimos, mas como cada um de nós tem o livre arbitrio podemos nos desviar dele quando quisermos, assim como haverão os espiritos guias que nos dirão quando estivermos saindo muito desse caminho, mas como muitos não os ouvem, então muitos seguem caminhos duvidosos, acredito que todos já tiveram um pressentimento de quando faziam algo, algo dizia para não o fazer, e quando mesmo assim faziam acabavam por se descepcionar de alguma forma. Então esses seriam os espíritos guias. Pois bem, não quero entrar em questões espíritas, mesmo porque não é o meu intúito discutir crenças, o que quero e pretendo discutir é a respeito do pensamento que se toma hoje em dia das pessoas. Quantas pessoas já não pararam para se perguntar: "Será que estou certo?" ou "Será que estou fazendo a coisa certa?" ou "Será que é isso mesmo que eu quero fazer?"? Chega-se em um momento na vida que as coisas aparentam confusas, incertas, e parece que elas vão gerando caos e mais caos, aposto que a maioria, se não todos, os universitários alguma vez durante o curso pensaram: "Será que eu to no curso certo?". Esse pensamento de instatisção, de dúvida, é muito frequente e comum, quando se cria expectativas a tendencia é se desapontar, isso se deve ao fato de que quanto mais se cria uma expectativa, por exemplo, de uma pessoa, começa também a se criar ilusões, fatos que não são reais, e quando se percebe que a pessoa não era como se esperava, acaba-se por se decepcionar. É o mesmo que um curso universitário, de um trabalho, de uma pessoa, de um namorado(a), em qualquer relação, como eu já comentei em um artigo anterior. Eu vou iniciar na minha 3ª faculdade no ano que vem, e não terminei as minhas 2 anteriores, sendo que a minha ultima eu estava no penultimo ano, fiquei insatisfeito com o método aplicado de ensino, aproveitando esse "gancho" eu pude sair e iniciar no curso que eu tinha em mente antes mesmo de realizar a primeira, mas na época não existia. O que quero dizer é que não são todos os casos que é somente uma questão de expectativas, existe também o caso de a pessoa não se encontrar satisfeita, no meu caso por exemplo, com a grade, entre outros muitos fatores. Uma coisa que eu ouvi do meu antigo chefe e que concordo é que enquanto temos oportunidade devemos segui-las, enquanto nos é dado a chance de uma escolha, aproveite-a, não se deixe influenciar pelos outros, por exemplo no meu caso, eu sei o quanto foi investido no meu ensino pelos meus pais, pois são eles que pagam, e que é um peso grande nos gastos deles, no entanto, se eles podem arcar, mesmo que seja com dificuldade, aproveite as chances, mude, mas tenha em mente a responsabilidade, e aprenda com as experiencias para não errar novamente na escolha do curso. Olhe para aqueles que fizeram e mesmo insatisfeitos, continuaram e terminaram pois não tinham essa oportunidade de escolha, essas pessoas aprenderam a gostar, e não fazem o que gostam. Uma breve nota, fazer o que gosta não é o mesmo que saber o que quer fazer, o que quer ser profissionalmente é algo dificil e possui suas diferenças com o gostar, como mencionado em um artigo anterior, existem pessoas que fazem o que gostam e não sabem se era isso que gostaria de estar fazendo de fato, é algo complicado que talvez eu aborde em uma futura discussão. Pensa-se o mesmo a respeito de relacionamentos: "Será que eu estou com a pessoa certa?". O que dizer a respeito disso? Atualmente todos estamos sendo influenciados pela midia, como também foi mencionado em um artigo anterior, e isso gera esses conflitos. A duvida de alguns é se se está com a pessoa certa, se ela é a pré-destinada dele ou dela, como saber? O destino, se ele existir, não cabe a ele se revelar antes de seu tempo, fazemos escolhas, e apesar delas se estenderem por caminhos já escrito pelo destino, ainda somos livres para escolher quais seguirem. Não adianta pensar no que já aconteceu, o passado é passado, o presente é agora, e o importante é fazermos o melhor possivel com o agora, se passado nossas escolhas, sempre haverão duvidas se aquela escolha foi a melhor a se fazer, mas não adianta gastar tempo e reflexão nisso, se damos o melhor de nós no presente, não há do que se arrepender com o passado, mas aprende-se com ele para se aprimorar no presente. Todo mundo tem a chance de escolher, e tudo que acontece com cada pessoa é devido a sua própria escolha, alegria ou tristeza, animo ou desanimo, facilidade ou dificuldade, fartura ou necessidade, tudo é devido a escolha de cada pessoa, lembre-se que a escolha que é feita por uma única e simples pessoa, influi de maneira universal, todos em volta também serão afetados pela escolha de uma pessoa, e vice-versa. A escolha que fazemos nos relacionamentos, nos cursos técnicos, nos trabalhos por qual passamos, na compra de produtos, na mudança de nós mesmos, todas nos levam para caminhos incertos, mesmo que não pareça fazer sentido no momento, acredite, tudo na vida se encaixa de uma maneira perfeita, o destino se revela no momento certo, nem antes, nem depois, é preciso estar certo no momento de nossas escolhas. Cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo, cada milésimo de segundo, é uma oportunidade de mudar tudo, de escolher, se se encontra triste tem-se a escolha de caminhar à felicidade, se se encontra necessitado, tem a escolha de caminha à fartura, mas lembre-se, pelo que eu acredito, os melhores caminhos não são os mais fáceis, muitos são simples, mas é na simplidade natural do universo que se encontram as maiores dificuldades de compreensão para a mente complexa e caótica das pessoas atuais. O destino é feito de escolhas, e se se dá o melhor de si no presente, está conscio de si e consequentemente de tudo ao redor, então não haverá escolhas "ruins", apenas escolhas feitas de acordo com a influencia do momento, não existe certo ou errado, bom ou ruim, existe apenas pontos de vista, influencia do momento e das circunstancias.
"Destino não é uma questão de chance. É uma questão de escolha. Não é algo para se esperar, é algo para ser alcançado." - William Jennings Bryan
"É um erro ver muito a frente. A corrente do destino só pode ser compreendida um nó de cada vez." - Sir Winston Churchill
"Nossos problemas são feito por homens, então eles devem ser resolvidos pelo homem. E o homem pode ser tão grande quanto ele quer. Nenhum problema do destino humano está alem dos seres humanos." - John F. Kennedy
"Se você começa o dia com amor em seu coração, paz em seus nervos e verdade em sua mente, você não só beneficia por suas presenças, mas também tráz eles para outros, para sua familia e amigos, e para para todos aqueles cujo destino faz com que cruzem o seu caminho neste dia." - Desconhecido
"Destino é um nome normalmente dado em retrospecto às escolhas que tiveram consequencias dramaticas" - J. K. Rowling
"É, talvez, um destino mais afortuno ter um gosto por colecionar conchas do que nascer milionário." - Robert Louis Stevenson
Escrito por massahiro ás 12:55 AM
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Historia do padre e o monge
"'Um padre (muito renomado) abanava-se. Um monge aproximou-se e perguntou-lhe: - A natureza do vento é permanente, e não há nenhum lugar que ele não atinja. Então, por que o senhor, mesmo assim, tem de se abanar? - Mesmo que você compreenda que a natureza do vento é permanente - respondeu o mestre -, você não compreende o significado de sua presença por todo o lado. -Qual o significado de sua presença por todo lado? - perguntou o monge. O mestre contentou-se em se abanar. O monge reclinou-se com um profundo respeito.' Ou seja, como explica Dogen Zenji: 'Aqueles que dizem que não se deve usar abano porque o vento é permanente, e que deveríamos conhecer a existência do vento sem usar um abano, não conhecem nem a permanência, nem a natureza do vento'."
História contada por Dogen Zenji citada no livro "A Força do Budismo" de Jean-Claude Carrière
Escrito por massahiro ás 11:31 PM
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A voz da razão e o Pregador
Discuto aqui a questão daquele que prega, do guru, do profeta, daquele que se diz a voz da razão. Com certeza muitos já leram livros em que as palavras pareciam ser proféticas, dizendo ser a voz da razão, por exemplo quando uma pessoa bem sucedida escreve em seu livro como se chegar ao sucesso que ele obteve, e ao fazer transmite idéias e elabora exercícios que ele se diz necessários, que ele se diz o caminho correto de se percorrer. Mas terão estes o direito de fazer algo como isso? De pregar os seus sofrimentos, suas idéias e experiencias para outras pessoas? Aquela idéia de "O meu caminho é o correto, e você será bem sucedido se percorre-lo a risca", e ainda esses autores podem defender seus argumentos para aqueles que não forem bem sucedidos como eles, "Se você não for bem sucedido depois de seguir os meus ensinamentos é porque você não tentou nem prestou atenção o bastante". Existem muitos sábios em relação a filosofia, espiritismo e a sociedade, sábios que refletem sobre a vida em si, sem pregar técnicas ou ensinos, e estes na minha opinião são verdadeiros em si, pois não pregam nada de seus ensinamentos. Acho que que todo conhecimento não técnico deve ser absorvido, não para a vida, mas para a nossa vida em si, não impondo a maneira como ele aprendeu ou a maneira que ele absorveu seus conhecimentos, afinal de contas isso é pregar, fazer com que outra pessoa percorra o seu mesmo caminho. Quem verdadeiramente sabe e está conscio de si, acredito eu, que ao ensinar não prega, bota em discussão, aprende e ensina aos outros de maneira livre, afinal de contas a interpretação de cada pessoa é diferente, absorve a tudo nunca se diz a voz da razão, que está sempre correto, nunca fixa fórmulas para se alcançar o conhecimento, pois ele sabe que cada pessoa é diferente, e por serem diferentes devem buscar em si mesmos as respostas e as maneiras de aprender. Não existe um meio correto e fixo de conhecer a si mesmo, ou o universo, a melhor maneira pode ser a meditação, mas a meditação não é algo fixo, existem infinitas formas de se meditar, de se esvaziar a mente, isso muda de pessoa pra pessoa, e é ela que deve buscar as melhores formas de o faze-lo, o que uma pessoa conscio de si faz é falar o que sabe sem crenças, sem preconceitos, sem pregar uma maneira de absorver os conhecimentos, não emprega exercícios, apenas diz que a pessoa deve buscar seu próprio caminho, afinal não é outra pessoa que vai lhe dizer como você deve chegar em você. Pense nisso como valores - que irei discutir em um futuro artigo - a pessoa dá um maior valor a algo quando ela o obtém por um grande sacrifício, se o caminho pra ela fosse dado, não seria a mesma coisa, fora que não existem formulas nem exercícios fixos para se estar conscio do eu, ou buscar conhecimento de fora, pois todas essas coisas são transitórias, o presente muda constantemente, o agora está em eterna mudança, assim como o nosso "eu". Aquele que prega, o profeta, a voz da razão, cria caos e conflitos entre todos, ele não pode mostrar a verdade absoluta, nem mesmo a verdade, pois esta como discutida anteriormente é um ponto de vista, estes buscam impor seu idealismo a outros, não podem provocar mudanças verdadeiras, apenas superficiais, a mudança verdadeira só pode ser obtida por si mesma, não por ensinamentos externos. Aqueles que abrem o caminho para reflexão não pregam, são indiferentes, abertos e simples, não se enervam ao serem contrariados pois estão conscios de que tudo muda, tudo é impermanente e que é necessário um constante estado de alerta a mudanças. Se analisarmos amplamente, nem mesmos os ensinamentos técnicos são permanentes, são fixos, os ensinos tanto técnicos quanto espirituais ou filosóficos não podem ser empregados sempre da mesma maneira, pois estão sempre mudando. Ora quantas coisas não mudam na física, na biologia ou até mesmo na matemática com novas formulas e métodos de se chegar a determinados resultados. Ao meu ver, não existe uma maneira única de se ensinar as coisas, não existe um exercício técnico fixo possivel para aplicar o espiritual, o filosófico, para se encontrar o "eu", o conhecimento. O estado mental, a meditação, as escritas e ensinamentos devem ser encontrados por cada pessoa, cada pessoa deve buscar seu caminho, os ensinamentos não foram feitos para serem seguidos, foram feitos para... ensinar, para que a pessoa possa tirar suas próprias conclusões, bom ao menos eu penso assim, pois acredito que não sejam todas as pessoas que queiram viver como cópias de outras, ignorando o que é e a sua realidade. Reflito da seguinte forma: se um lider diz ter a forma correta para se ser um lider, então quem o segue não será um lider, pois segue uma outra pessoa, e não a si própria, logo esta pessoa que o segue não pode se considerar um lider por completo, apenas superficialmente, não é correto?
"-Essa flexibilidade, como você diz, vem antes de mais nada da experiência. É verdade que nossa experiência é muito antiga e muito rica. Ela nos permitiu, em inúmeras ocasiões, medir o perigo do isolamento, a inutilidade da autoridade dogmática, a presunção do integrismo. Repito: nós, primeiro, estabelecemos os fatos, aqueles que são de qualquer maneira inegáveis, como o crescimento populacional. Depois, tentamos analisar as causas que levaram a esses fatos e as condições nas quais eles se deram. Sem perder de vista por um instante sequer a interdependência e a impermanência. Por fim, se necessário for, mudamos de atitude." - Dalai Lama para Jean-Claude Carrière em "A Força do Budismo" de Jean-Claude Carrière
"Examinemos primeiro a idéia de que o guru pode dissipar a nossa confusão. Pode algém dissipar nossa confusão, sendo a confusão um produto de nossas relações? Nós a criamos. Pensais que outra pessoa criou tudo isto - esta miséria, esta batalha que se trava em todos os níveis da existência, interior e exteriormente? Ela é o resultado de nossa falta de conhecimento de nós mesmos. Porque não compreendemos a nós mesmos, nossos conflitos, nossas reações, nossas tribulações, procuramos um guru, pensando que ele pode ajudar-nos a nos livrarmos de tal confusão. Só podemos compreender a nós mesmos em relação com o presente; é essa relação que deve ser o nosso guru, e não uma entidade externa. Se eu não compreender essa relação, tudo o que um guru disser será sem utilidade, porque, se não compreendo as relações - minha relação com a propriedade, com as pessoas, com as idéias, - quem poderá resolver o conflito existente em mim mesmo? Para dissolver esse conflito, eu próprio tenho de compreenê-lo o que significa que tenho de estar cônscio de mim mesmo, nas relações. Para estar cônscio, não preciso de nenhum guru. Se não conheço a mim memso, que utilidade pode ter um guru? Assim como um guia político é escolhido pelos que estão confusos, e por conseguinte só pode ser escolhido confusamente; ele, portanto, tal como o guia político, é consufo." - "A Primeira e Última Liberdade" de Krishnamurti
"Em todo homem dorme um profeta, e quando ele acorda há um pouco mais de mal no mundo..." - Cioran
"Se todos os nossos atos - desde a respiração até a fundação de impérios ou de sistemas metafísicos - derivam de uma ilusão sobre nossa importância, com maior razão ainda o insinto profético. Quem, com a cisão exata de sua nulidade, tentaria ser eficaz, e erigir-se em salvador?" - Cioran
Escrito por massahiro ás 4:30 PM
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Sentido da Morte
Texto de Paulo Hecker Filho, adaptado por Antônio Abujamra em um programa apresentado por ele chamado "Provocações", apresentado na TVCultura. A segunda parte acredito que seja um improviso feito por ele ao citar o texto em seu programa. Quem escreveu o improviso feito por ele foi o André, e possibilitou que o improviso feito pelo Abujamra fosse apresentado aqui, já que seu improviso foi o que me chamou mais atenção, queria deixar para os leitores. Sem mais delongas, ao texto...
Eu ainda não topei pessoalmente com a morte, apesar da idade.
Talvez porque , em princípio, eu conte com ela. É uma solução ao que somos ao acabar com o corpo pelo qual somos.
Não há nada mais irrecuperável que um cadáver e fomos nós.
A frase, o ser que vínhamos encontrando e perdendo, desde a infância, dá com o ponto e se completa.
Formará sentido? ____________________________________
Venite corazion, venite, venite corazion, venite a morte, a morte é um fim elegante para o envelhecimento, deixa que venha, deixa, não fiques te encolhendo, com medo de sentir dor, mesmo sentindo. Não lamentes os filmes que não possas ver na semana O almoço de Domingo no Pampulia. Não receies que a hora já está chegando, não receies. Estás vivo! Vive! Vive sem medo de viver até o pai. Levanta da cadeira, da cama, acompanha a Madonna na TV, Dança,Mesmo que ao menos mentalmente, dança faz um gesto, Gasta uma nota. Telefone pro Bizol, a amizade sempre ganha o dia. Continua sendo oq pode ser, a ousar, a ousar-te, Quando não der mais, apenas morreras Enfim, Tendo a elegância de não dar palpites Não se queixar, não exigir dos outros O cupim que termine com os móveis E o imóvies abriguem novas gerações Desistir de mil páginas esboçadas que findas podiam funcionar De poemas que talvez só tomassem jeito, De mulheres que te acharam ou achariam possível Pois as que amaste, amaste Foi para sempre Venite, venite venite corazion A vida nos foi dada, temos que devolver Foi oq pudemos fazer, Aceita
Escrito por massahiro ás 9:27 PM
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A Rotina: A quem pertence o tempo
Quando se fala a respeito do tempo da vida, alguns afirmam ser demasiada curta, e outros longa, acredito eu que ela seja o suficiente, talvez possa parecer contraditório, eu fumo e sei doas males que isso traz a minha saúde, e com isso podendo "encurtar" o tempo de minha vida. Mas será que o tempo por si já não é definido, podemos encurtá-la ou prolongá-la, mas será que ela de fato foi encurtada? Será que ela pode ser encurtada ou prolongada? Se não fosse pelo cigarro, eu viveria mais? E se eu sofresse um acidente fatal antes? O tempo da vida nos foi dado, não cabe a nós decidir quando morrer, mas sim o que fazer com esse tempo. Creio que já falei isso em artigos anteriores, espero que tenha ficado claro para uma discussão.
O tempo como medimos – por dias, horas, minutos, segundos, etc. – é um padrão criado pelo ser humano. Atualmente quem controla o tempo de uma pessoa não é mais ela mesma, são as outras pessoas. Criou-se a rotina de cada pessoa, para todas as pessoas que vivem dentro de uma sociedade, tem-se tempo para tudo, acordar, trabalhar, estudar, pensar, criar, dormir, enfim, para tudo. A pessoa que nasce hoje é pregada para pensar no amanhã, nunca no presente, prega-se na pessoa um compromisso com o amanhã, por exemplo, uma pessoa que tem um estudo de 4 anos pela frente, já tem uma rotina, seu tempo foi gasto por uma outra pessoa, tem hora de acordar, de ir para a escola estudar, para fazer ser dever. Uma pessoa que trabalha não é diferente. A rotina é uma ilusão de domínio do tempo, quando se tem um compromisso com o amanhã, não uso o amanhã como se conhece, mas uso o amanhã como futuro, quando se tem em mente o padrão de, por exemplo, 4 anos, a vida perde o seu maior charme: o desconhecido. O tempo da vida deixou de ser desconhecido e novo a partir do momento em que foi empregado para as pessoas um compromisso com o amanhã. Quando se pensa no futuro, quando prega-se um compromisso para com o futuro, tudo deixa de ter sentido, parece que o tempo se estreita, tudo fica limitado e sem charme. É assim que o mundo se encontra hoje, o tempo que é dado para uma pessoa não pertence mais a ela, mas a outros, perdeu-se a capacidade de novas idéias e de novas criações pois não se tem tempo para elas, elas tem seu próprio tempo, o tempo certo de se criar priva a criação, o tempo certo de se ter uma idéia, priva a idéia de ser nova, o tempo foi privado de seu tempo. Quando uma pessoa se compromete por imposição de outra, esta deixa de criar, de inovar, limita-se apenas ao que lhe foi imposto, não usa seu tempo, deixa que outro o use por ele, então cai-se na rotina do dia-a-dia, privado de usar seu tempo. A rotina não é quebrada, o fim de semana é por si uma rotina, – não está ela depois de 5 dias “úteis” sempre e sempre? - no fim de semana, ou no dia de folga dos compromissos como trabalho ou estudos, temos outros compromissos que não podem ser realizados durante o trabalho ou estudo, não paramos de ter compromissos, o fim de semana nada é se não uma maneira de sair de uma rotina para outra rotina. Deixa-se de acontecer coisas inesperadas, quando acontecem estão ligadas ao compromisso, raramente são coisas inesperadas novas, desconhecidas, coisas ligadas a vida. Quando em um fim de semana se recebe a visita de uma pessoa que não é vista a uns 10 anos, e neste mesmo dia se tinha o compromisso de concertar um armário quebrado por exemplo, acontece algo de inesperado, algo desconhecido acontece, algo novo, algo que traz um sentimento de novo, de criador, de não programado, esse sentimento de novo, de criador quebra a rotina, pois é algo inesperado. É com esse sentimento que deveria se viver, sem a certeza do amanhã. O ser humano quase não tem tempo para si, tantos são os problemas empregados a ele, que acabou por tomar o seu tempo, e digo literalmente tomar, roubar, o seu tempo para que possa ser gasto em outras coisas para outras pessoas. Quando se está livre do amanhã, e a pessoa cria seu próprio compromisso por sua própria vontade, há uma inovação criadora, deixa-se de produzir para sociedade com vontade obrigatória, passa-se a produzir por gosto, por vontade própria, e não digo produzir coisas matérias, mas sim produzir para tudo que forma a sociedade, o ser humano. É esse compromisso que falta para as pessoas de hoje: talvez seja preciso que “o que fazer com o tempo” seja devolvido para as pessoas, para que estas se comprometam por vontade própria, e para isso também é preciso que as empresas precisem agir diferente, sem sua ganância e apatia com seus empregados, os professores com alunos, e as pessoas com pessoas, e para isso tudo é necessário que conheça cada pessoa conheça a si mesmo, assim todas as coisas podem mudar de maneira verdadeira, mais uma vez a causa de todos os problemas somos nós mesmos, cada um de nós. A rotina deixa de ser necessária quando uma pessoa entrega-se ao presente, quando ela deixa o desconhecido,o inexplicável o inesperado vir até ela, assim devem ser as criações e idéias inovadoras, vindas do presente, do tempo que elas devem vir, não do tempo que foi criado pelos outros para que elas venham. As pessoas que dizem que é necessário novas idéias e criações, são as mesmas que impedem a vinda delas limitando e controlando o tempo de outras pessoas. O fim de semana não “quebra” a rotina, a semana não quebra a rotina, mudar de emprego, de escola, de trajeto, nada disso muda o fato do tempo estar colocado em uma rotina. Somente a mente, o estar cônscio de si, o estar livre de crenças e preconceitos que faz com que a rotina suma, pois ele vive no presente, é espontâneo e inesperado, age de forma única, inesperada e livre de rotina. Essa pessoa pode pegar o mesmo ônibus todos os dias, ver as mesmas pessoas, trabalhar no mesmo lugar sempre, viver os fins de semana todos iguais, sempre depois dos 5 dias, sempre com os mesmos problemas pra resolver que não puderam ser resolvidos durante a semana que é ocupada pela mesma rotina de sempre do trabalho ou estudo, mas para ela todos os dias é novo, pois vive no presente, não tem compromisso com o amanhã, não cria planos nem expectativas,mas é prudente, vive conforme o presente, vive conforme se deixa viver, gasta o tempo que é dele, e de ninguém mais, não cria rotinas, pra ele todo dia é novo e único, sempre inesperado, os problemas de trabalho, são problemas de trabalho, não da importância a eles, os problemas de trabalho são do trabalho e ficam lá, amanhã não vai continuar a resolve-los, vai encará-los de forma nova, diferente, como se fosse a primeira vez, pois no fundo não foi o mundo que mudou, foi essa pessoa, e essa pessoa sabe que o mundo pode mudar, da mesma forma como ela mudou e sempre está mudando no agora. A rotina mata a vida, o charme dela, enfeia a vida, torna a vida enferma e nefasta, e quem cria a rotina é o tempo, o tempo que se deixa ser controlado por outros que não são você, o tempo não existe, somente o agora existe, e se outros pregam o compromisso com o futuro, deixa-os, o único compromisso que deveria se ter é com o presente, com o agora, com a vida que se encontra somente nesse momento.
“Tempo é a moeda de sua vida. É a única moeda que você tem, e somente você pode determinar como ela será gasta. Tenha cuidado para que não aconteça de você deixar outra pessoa gastar por você.” – Carl Sandburg
“Eu não penso no que é passado. A única coisa que importa é o interminável presente.” - W. Somerset Maugham
“A vida não valeria a pena ser vivida se eu me preocupa-se mais com o futuro do que com o presente.” – W. Somerset Maugham
“Se nós tomamos conta dos momentos, os anos vão tomar conta de si mesmos.” – Maria Edgeworth
“Tempo é somente algo que nomeamos. Você sabe, passado, presente, tudo é somente arbitrário. A maioria dos Nativos Americanos, eles não pensam no tempo como linear; em tempo, fora do tempo, eu nunca tenho tempo suficiente, tempo circular, a roda de Stevens. Todos os momentos estão acontecendo todo o tempo.” - Robin Green e Mitchell Burgess.
Escrito por massahiro ás 7:33 PM
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Um comentário sobre a fome
Copio aqui um e-mail que chegou ao meu conhecimento pelo André, novamente uma fonte de inspiração para as discussões desse blog que podem ou não ser de importância a todos, isso vai depender do quão receptiva está sua mente. Deixarei um breve comentário ao final do texto do e-mail, uma reflexão que tive ao lê-lo novamente hoje. Sem mais delongas ao e-mail...
Eis parte da sentença do juiz Rafael Gonçalves de Paula, da 3ª Vara Criminal de Palmas (Tocantins), que deu liberdade a dois cidadãos presos, acusados de roubo de duas melancias. Fez tanto sucesso que a Escola Nacional de Magistratura incluiu o despacho do meritíssimo, na última sexta-feira, em seu banco de sentenças:
"Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Gandhi, o direito natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de Colocar os indiciados na universidade do crime (o sistema penitenciário nacional).
Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém. Poderia aproveitar para fazer discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário. Poderia brandir minha ira contra os neoliberais, o Consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia. Poderia dizer que George W. Bush joga bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam privação na Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo ?
Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir. Simplesmente mandarei soltar os indiciados. Quem quiser que escolha o motivo."
(Publicado na "Tribuna da Imprensa", caderno "Tribuna Bis", de 04.07.06, página 2) ___________________________________
Há aqueles que justifiquem o roubo de alimento como sendo algo necessário a sobrevivência, já que o alimento é algo necessário para a sobrevivencia de qualquer ser humano, mas analisem com cautela, haveria necessidade de roubo de alimento se as condições para suprir as necessidades básicas para a sobrevivencia de um ser humano fossem cumpridas? Se tivéssemos mais juízes com essa mentalidade, e talvez até um governo que possuísse uma mentalidade assim, talvez a atual situação do país e do mundo não se encontrasse tão caótica, é claro que somente possuir essa mentalidade não basta, é necessária outras qualidades e estados de mente para que se possa dissolver o caos atual, não só mentalidade do governo, juízes,etc. Mas como também a mentalidade de cada um de nós, das pessoas que compõe o mundo, a sociedade. A minha pergunta reside em um aspecto em especial do governo atual: onde está a fome zero? Sei que tais projetos levam tempo até que possam ser vistos efetivamente, assim como também sei que a política atual foca seus projetos nas coisas mais aparentes, onde sua mudança possa ser vista por todo o povo, onde o projeto possa ser divulgado com maior impacto o seu andamento e resultados, talvez por isso se tenha visto as familias fomentadas do noerdeste brasileiro sendo presenteadas com o projeto fome zero? Mas enquanto aos outros que sofrem com a fome, que não são divulgadas, que são esquecidas por nós, e consequentemente pelos próprios politicos? Será que algum dia serão engrupadas no projeto de fome zero? Ou será que o projeto é apenas um marketing? Sei que pela curta estadia do presidente no poder limita o tempo e resultados maiores de seus projetos, assim como sei que para se ser visto deve-se atingir o que é o mais aparente, que está na consciencia de todos. Mas acabar com a fome é acabar com a causa? Ou será a fome apenas um sintoma de uma causa maior? Ao meu ver projetos assim são necessários para ajudar o sintoma do problema atual, mas quando se perde tempo divulgando-o para outros paises acho que é encobrir a causa, fugir dela, ameniza os sintomas, para poder tratar diretamente a causa, o que não é visto, deixando assim apenas a causa ganhar mais força e surgir o que se vem surgindo com o caos de hoje. Como alguém pode querer mudar o mundo, melhorar o mundo, se não consegue mudar seu país? E como alguém pode querer mudar seu país, se não consegue mudar uma cidade? E como mudar uma cidade, se não consegue mudar um município? E por fim: como mudar um município, uma cidade, um país, um mundo, se não pode mudar a si mesmo?
"Passa-se algo parecido com a tísica que, conforme os médicos, no princípio é fácil de curar, mas difícil de diagnosticar e que, com o tempo, quando não é desde logo reconhecida e tratada, torna-se fácil de reconhecer e difícil de tratar. É o que ocorre com os negócios do Estado: pois a antevisão (o que só é dado ao homem prudente) dos males que virão torna possóvel curá-los facilmente. Porém, quando esses males se avolumam, por falta de tal previsão, de modo que todos podem já reconhecê-los, não há mais remédio que possa controlá-los." - "O Príncipe" de Maquiavel.
"Para que se possa transformar o mundo que nos rodeia, esse mundo de angústias, guerras, desemprego, fome, divisões de classes e confusão extrema, urge operar uma transformação em nós mesmos. A revolução deve começar dentro em nós mesmos, mas não de acordo com alguma crença ou ideologia, porque revolução baseada em idéia ou na observância de determinado padrão, não é, em absoluto, e obviamente, revolução. Para que se possa operar uma revolução fundamental em nós mesmos, temos de compreender o processo integral do nosso pensamento e do nosso sentimento, nas relações. Esta é a única solução para todos os nossos problemas, pois não é solução o fato de termos mais disciplinas, mais crenças, mais ideologias e mais instrutores. Se pudermos compreender a nós mesmos, tais como somos de momento em momento, sem processo de acumulação, ganharemos uma tranqüilidade que não é produto da mente, uma tranqüilidade não imaginada e não cultivada. Só neste estado de tranqüilidade pode haver criação." - "A primeira e ultima liberdade" de Krishnamurti
Escrito por massahiro ás 3:01 PM
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Raiva e ódio: Parte 2 - O Ódio
Discuto agora a respeito do ódio, pois, apesar de serem coisas diferentes, tem uma relação de se desenvolver a partir da outra.
Quanto ao ódio, o que é o ódio? Sente-se raiva e quando não a utiliza para algo benéfico ou maléfico - de acordo com a interpretação de cada um sobre o que é benéfico e maléfico - acaba por gerando uma energia, e quando ela se acumula nomeia-se um novo sentimento, o ódio. O ódio surgido da raiva é uma forma de fuga, uma forma de ignorar a causa da raiva, quando não se acha solução para ela, simplesmente se cria o ódio. Quando se diz que odeia alguém ou a algo, se sente bem, pois ai achou uma ilusão de solução, mas não se pode odiar puramente, o ódio é o reflexo da raiva, e ela só é gerada quando não se encontra resposta para a raiva, só se odeia aquilo que se parece com você ou que está acima de você. O ódio é tudo aquilo que não pode ser explicado, que não se conhecese, que se assemelhe a quem odeia, o ódio assim como a raiva é uma perturbação. Diz que se odeia uma pessoa pelo que ela faz, mas odeia a pessoa ou o que essa pessoa faz? Odeia a pessoa em si ou odeia o ato que essa pessoa faz, a maneira de ela agir? Acho que não se pode odiar uma pessoa em si, mas apenas as suas ações, a maneira da pessoa agir. Não entrarei em discussão a respeito da ação da pessoa ser o que ela é em si, sim é um reflexo do que ela é, mas não se pode conhecer alguem somente por suas ações, odeia-se sua ação apenas por se assemelhar as suas, mesmo que você as ignore visando conquistar o seu ideal. Então o que seria o sentimento que se diz ódio, por exemplo, ao ver algo que o perturbe profundamente? Não é a própria perturbação? Não se sente ódio por alguma atrocidade, por algum ato que seja contra aquilo que se acredita que é bom, a não ser que veja nisso seu próprio reflexo. O que se sente então, a meu ver, ou é raiva, ou medo, ou uma forma de discordar do que se vê, do ato, ou seja que for.
"Não se odeia quando pouco se preza, odeia-se apenas aquele que está à nossa altura ou superior a nós." - Nietzsche
"Lembre-se sempre que outros podem te odiar, mas aqueles que o odeia não podem vencer a menos que você os odeie. E então você destroi a si mesmo." - Richard M. Nixon
"Se você odeia uma pessoa, você odeia algo nela que é parte de você. O que não é parte de nós não nos perturba" - Hermann Hesse
Escrito por massahiro ás 12:01 AM
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Raiva e ódio: Parte 1 - A raiva
Desejo discutir a raiva e o ódio, que apesar de aparentarem semelhança, são coisas muito diferentes, apesar de uma coisa, por vezes, originar a outra. Esta primeira parte, e de maior tamanho, se trata da raiva.
O que é a raiva? Por qual razão sentir raiva? Sente-se raiva quando se teme algo ou alguém, quando se está inseguro a respeito de algo, a raiva é uma perturbação, se não analisada corretamente pode se tornar ódio. E para analisar isso não se deve por o nome em um sentimento, sente-se algo que o encomoda, nomeia-se raiva, a partir dai trabalha para "curar" essa raiva, está tratando do efeito não é mesmo? E não da causa em si. Sentir raiva pode ser algo bom, um aprendizado valoroso, mas só é algo bom quando se usa a raiva para algo benéfico, para um aprimoramento do ser que se é. Quantos não sentem raiva ao ser menosprezado ou contrariádo, quando não são ambos? A raiva é uma perturbação, uma insegurança, sente-se raiva quando é menosprezado, ou quando lhe vem um sentimento de insegurança. Ao ver uma atrocidade, por exemplo, cometida por uma pessoa, sente-se raiva, no momento pode dizer que sente raiva do ato, a atrocidade, ou da pessoa que a cometeu, mas a raiva não é uma insegurança? Não se sente inseguro quando ve a atrocidade e pensa que poderia ter acontecido com você? Que aquela pessoa que cometeu a atrocidade poderia ter cometido com você? Sente-se raiva e se não tratada torna-se ódio, se com a raiva se aprende, se a raiva é usada para algo benéfico, como no exemplo exposto, poderia se ter mais segurança, não fisica, mas mental, poderia esforçar mais para tentar evitar que alguma atrocidade como aquela torna-se a acontecer, trabalharia e produziria mais, não ficaria apenas sentado mergulhado em raiva, mas ao invés disso faria algo a respeito. A raiva é um ótimo estimulo que leva as pessoas a se levantarem e fazer algo, não só por elas, mas por outras que compartilhem do sentimento e dos perigos. Ser contrariado leva a insegurança, e a insegurança a raiva. Ao expor, por exemplo, minhas idéias aqui no blog, com certeza não é de agrado a todos, e poderiam perfeitamente criticar, me contraria e expor suas opiniões, mas se eu me sentisse inseguro daquilo que exponho aqui, poderia facilmente me sentir com raiva, mas não iria retrucar de forma vulgar, utilizaria a raiva, sem me exasperar, a discutir as opiniões expressas de mente aberta de maneira complacente e tolerante. Mede-se o quão ignorante uma pessoa é pela maneira como ela expressa sua raiva, todos somos ignorantes, mas uns mais que os outros. Veja, por exemplo, quando uma pessoa discute com a outra, e quando esta é contrariada, -sei que muitos já passaram por isso - sente vontade de agredir fisicamente a pessoa que lhe contrariou, e alguns até cumprem a agressão. Isto demonstra apenas a falta de capacidade de argumento, o medo que se tem ao ser contrariado e não poder discutir a respeito, se exaspera por não ter mais argumentos para continuar a discussão ou por não aceitar o que lhe é dito, embora não consiga argumentar o contrário, e acaba por agredir da unica maneira que lhe é mais facil e possivel, pela força física. É assim que são feitas a maioria das guerras, a grande ignorancia e falta de capacidade de argumentar em uma discussão com outros. É assim que utilizam a raiva, não se aprimoram em nada, apenas utilizam-na para destruição, de si e de outros quando lhe são possivel. Mas o que fazer quando se é insultado verbalmente por outro? Aqueles que ignoram são chamados de covardes, mas por qual razão? O inicio das brigas e guerras se dá, por muitas vezes, a um mero insulto. Mas por que se insulta alguém verbalmente, se não para demonstrar sua tamanha ignorancia, falta de conhecimento e de capacidade de discutir? Para aquele que insulta quer que o insultado se sinta como ele: com raiva, inseguro, incapacitado de continuar um argumento ou de realizar um, incapacitado de competência. Quantas brigas não seriam evitadas se os dois lados se encontrassem menos ignorantes? Aquele que sabe, que tem conhecimento, o sábio, se é que posso nomeá-lo assim, não se deixa enervar por insultos, pois vence brigas e guerras sem brigar ou guerrear. A visão da maioria se deixar levar pelo insulto e responder com agressividade é protejer sua honra, mas se ignora é um covarde, a vontade então é de lutar com a agressão física. Mas se for bem analisado, quem ganha: aquele que se deixa enervar e agride fisicamente aquele que o insulta, que por vezes perde e por vezes ganha, ou aquele que ignora e não ocorre a briga, a guerra, e deixa aquele cuja inferioridade queria refletir no insultado sem reação, sem resposta a sua intenção? Creio eu que aquele que insulta perde, pois não lhe é correspondido o seu desejo, a sua vontade. Assim é o sábio, vence as batalhas antes mesmo que elas comecem, não se exaspera e quando sente raiva canaliza-a para algo melhor para si e por consequencia, por vezes, para outros.
"-Você não precisa controlar suas emoções - disse ele. - As emoções são tão naturais quanto o passar dos anos. Às vezes é melhor expressar medo, tristeza ou raiva. Expressar as emoções não é um problema. A chave é transformar a energia das emoções numa ação construtiva." - "O Caminho do Guerreiro Pacífico" de Dan Millman
"O general tem, pois, cinco traços de caráter perigosos: Quem se compromete a morrer pode ser assassinado. Quem se compromete a viver pode ser capturado. Quem facilmente se exaspera e se precipita para agir pode ser insultado. Quem é obcecado por ser escrupuloso e imaculado pode ser humilhado. Quem ama o povo pode encontrar problemas." - "A Arte da Guerra" de Sun Tzu
"O chefe de Estado que obedece a Tao Não tenta dominar com violência, Porque sabe que toda a violência Recai sobre o próprio violento. Nos campos de batalha, Só medram espinhos e cardos. Guerras geram angústias e miséria. Por isso, o sábio vive sem armas, Não obriga ninguém com violência, Não conhece ambição nem glória, Não alimenta presunção alguma, Nem aspira ao poder. Faz o que deve fazer, Mas sem forçar ninguém. Ele conhece o ritmo da evolução, Sabe que tudo falha Quando contradiz as leis da vida, Porque todas as ilusões Depressa se dissipam." - "Tao te Ching" de Lao-tse
Escrito por massahiro ás 11:58 PM
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O ser humilde
Pretendo analisar o que é ser humilde, como mencionei em posts anteriores eu eu vou escrever a minha reflexão a respeito de ser humilde. O que é, para muitas pessoas, ser humilde? Ostentar pouco valor material e/ou ter pensamentos simplorios? O que leva as pessoas de hoje acreditar o que são pensamentos, ou ações simples? Não seria aquilo que parece inferior a pessoa? Ser humilde na concepção da maioria das pessoas da atualidade, consicente ou inconscientemente, é ser inferior, acredita-se que aquele que é humilde, é inferior de alguma forma, na maioria das vezes, inferior em relações materiais. Mas será que ser humilde é esta inferioridade material ou intelectual? Acredito que não seja, ser humilde não é algo material nem intelectual, afinal de contas, não existem pessoas que possuem poucos valores materiais e ainda por cima se vangloriam perante os outros? O mesmo para a inteligencia, não existem aqueles intelectualmente tecnicos que rebaixam outras pessoas pelo seu nivel de conhecimento perante o dele? O mesmo vale para aqueles que acreditam que sabem e pregam em outras pessoas a sua verdade, mesmo com o seu "baixo intelecto". Quando alguem diz que uma pessoa é humilde, logo passa a idolatrá-la, os seres humanos se sentem bem ao ver uma pessoa em condição inferior ao dela, ao menos a condição aparente, por isso passa a vê-la como humilde, como alguem que tem menos que ela e sofre, assim essa pessoa pode se confortar e conformar que a sua situação não está tão ruim quanto a dela. A humildade não é possuir poucos bens materiais ou um intelecto inferior, a humildade não é algo material, algo externo, a humildade verdadeira é um estado mental, não está ligada ao intelecto ou material, ela está ligada com o que somos verdadeiramente. Ao meu ver um ser humilde não prega suas palavras, é sincero no dizer e tem convicção no que diz, mas está sempre aberto a discussões, nunca impões suas palavras a outras, diz o que para ele acredita ser verdadeiro, mas possui uma mente aberta e tranquila para aceitar todas as opiniões, não se enerva ao ouvir criticas abusivas, está sempre atento a tudo, ouve a tudo, não considera nenhum ser superior nem inferior, trata-os com o respeito de serem todos seres vivos, ouve-os atenciosamente sem preconceitos. O ser humilde não precisa de poucos valores, ou muitos valores, vive contente com o que tem, vive livre de desejos desnecessarios, é simples no agir, no pensar, no ter e no falar. Fala o que lhe convém, mesmo que para muitos suas palavras possam parecer insultos, elas são verdadeiras do seu ser, não há mentiras nem estéticas, não há ilusões que cobrem o seu sincero pensar, não diz coisas para bajular ou alegrar, diz o que é a verdade para ele, sempre buscando em suas palavras uma maneira de ajudar, se é bajular ou ofender, não o importa, quando fala, fala para ajudar, para ensinar. O ser humilde é isso ao meu ver, pode ser rico em bens materiais ou pobre, pode ser rico em cultura ou não, mas acima de tudo nunca prega, nunca menospreza, nunca constrange, é sábio e sincero ao falar, busca palavras e conhecimentos que ajudem os outros, mesmo que seu conhecimento não seja vasto, ouve a todos com complacência e tolerância, conhece a si mesmo verdadeiramente, é simples não exteriormente, mas interiormente, está cônscio com tudo e a todos, está livre de suas crenças e preconceitos, o humilde se encontra conscio de si mesmo.
"Parecemos pensar que a simplicidade é pura expressão exterior, uma renúncia: ter poucas posses, andar de tanga, não ter morada, ter poucas roupas, ter pouco dinheiro no banco. Ora, sem dúvida, isto não é simplicidade: é mera ostentação. A simplicidade me parece essencial, mas só pode existir quando começamos a compreender a importância do autoconhecimento." - "A Primeira e Ultima Liberdade" de Krishnamurti
"Humildade conquistada deixa de ser humildade. A mente que se impõe a humildade, já não é humilde. É só quando temos humildade, não humildade cultivada, que somos capazes de enfrentar as premências da vida; porque então o indivíduo não é importante e não olha as coisas através dos seus próprios impulsos e do sentimento de sua própria importância. Considera então o problema em si, e é capaz de resolvê-lo" - "A Primeira e Ultima Liberdade" de Krishnamurti
"É a simplicidade que faz os não educados mais eficientes que os educatos quando se dirigem a audiencias populares." - Aristotle
"Dizem os homens que eu sou grande, Como se eu fosse algo especial. Grande só é quem nada se importa Com sua grandeza. Quem deseja ser grande perante os outros, Esse é pequeno. Três palavras me são sagradas: A primeira é bondade, A segunda, suficiência, A terceira, modéstia. A bondade dá força, A suficiência faz do homem um veículo Para a atuação das forças eternas. Hoje em dia não é assim. O homem não conhece mais bondade, E, ainda assim, se julga forte. Não tem mais suficiência, Só reclama seus direitos; Ninguém sabe ser modesto, Mas só pensa em sucesso. E isto conduz à ruína. Quem é realmente bom Vence na luta Porque é invencível. Quando o inimigo avança, Esse homem é amparado pelo céu." - "Tao Te Ching" de Lao-Tse
"Ser humilde é reconher-se tal como se é, insignificante...." - V. Jan Kelevith (Citação sugerida pelo André, da onde tirei a inspiração para o post de hoje, obrigado mais uma vez aibou! =D )
Escrito por massahiro ás 12:52 PM
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Diálogo sobre um diálogo
Texto de Jorge Luis Borges. Um dos textos que eu mais gosto que me foi apresentado, assim como muitos outros, pelo meu amigo, e irmão de consideração André, se trata um pouco a respeito de um tema já abordado neste blog anteriormente, a morte.
Sem mais delongas, ao texto... "Entretidos em discutir a morte, anoiteceu e não acendemos a luz.
Não víamos o rosto um do outro. Com doçura e sem fervor, a voz de Macedonio Fernandez repetia que a alma é imortal. Garantia que a morte não é nada. Morrer tinha que ser o menos importante que pode acontecer a um homem. Eu, Jorge Luis Borges, brincava com a navalha de Macedonio: abria e fechava. Um acordeom, numa casa vizinha, despachava 'la cumparsita', essa choradeira infinita e consternada de que muita gente gosta porque inventaram que é velha. Então, para podermos continuar discutindo em paz a imortalidade, propus a Macedonio que nos suicidássemos.
Francamente, não lembro se nos suicidamos naquela noite."
Escrito por massahiro ás 7:38 PM
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O limite da imaginação
Como mencionado em discussões passadas deste blog, mencionei que a imaginação humana é limitada. Talvez muitos discordem de mim, mas como disse na introdução ao blog, mantenha a mente aberta e sem preconceitos, esqueça de tudo, leita e interprete como bem quiserdes. Por que acredito eu a imaginação humana ser limitada? Analise bem, tudo o que nossa imaginação criou, predios, tecnologias, historias de ficção, desenhos completamente nunca antes imaginada, mas todas elas limitadas, todas elas edificadas através de uma base daquilo que, pode não ter sido visto por quem imaginou, mas foi visto por alguem. As criações refletem o seu criador, o ser humano tem sempre tentado alcançar deus com o seu poder criador, vide a clonagem por exemplo, mas se analisar cuidadosamente já foi criado um ser como o ser humano, o computador. O computador nasce perfeito, sistemas e mais sistemas, circuitos, processadores, cabos, ele tem a perfeição, a mesma perfeição que nos é dada. Quem fez ciencias da computação, ou cursou alguma faculdade do aspecto talvez entenda o que eu quero dizer, o processador é como o cérebro da maquina, o HD como os neoronios, e ainda a algo que mais se assemelhe com os neoronios, a memoria Cash de acesso mais rapido do processador, a placa mãe é como o nosso corpo que sustenta nossos orgãos, as placas etc. Um outro aspecto do limite da imaginação, quem assistiu os Jetsons? Sim aquele desenho futurista, na epoca pensavam como alguem pudesse ter tamanha criatividade naquela época em que o carro já era algo espantoso assim como o avião, imaginar carros voadores? O avião por exemplo, quem o imaginou? Algo que pudesse voar como os passaros? Será que a ideia não surgiu dos passaros? Desde os primordios se tenta voar como tais. A mesa, algo que nos sustenta, inconscientemente o mundo nos sustenta como a mesa sustenta os seus utensilhos, o copo da agua, algo que retem a agua como lagos, ou oceanos, um gigantesco copo da agua. Todas nossas ideias, nossa imaginação, acredito eu, são limitadas a uma coisa muito maior e ainda incompreensivel para nós: a natureza. O que nos leva a pensar, e a respeito das culturas antigas, das mitologias de deuses e deusas que até hoje absorvem curiosidade, eu não sou um expert no assunto de historia, cultura e mitologia, mas tenho muito interesse nelas e ao ver como esses seres foram criados, como o sol que acreditava-se ser um deus onipotente pela luz e calor que irradiava, ou como na mitologia nordica que o Sol (Sol) e a Lua (Mani) mudavam de posição de dia e noite porque acreditavam que haviam 2 lobos que tentavam os devorar, se a imaginação do ser humano é limitado como acredito ser e se baseamos na natureza para a criação destas, então todo esse misticismo devido a falta de conhecimentos da qual se dispõe hoje, seria baseada em que? Qual o fundamento delas para que eles tivessem uma história de mitologia tão completa, tão unica e tão, aparentemente, real? Uma loucura? Ou será que há mais do que podemos ver? Segundo o filme "What the bleep do we know?" o ser humano não consegue ver aquilo que é novo, aquilo que nunca foi visto antes, como mencionado no filme, os indios que residiam no atual Estados Unidos não enchergavam os navios chegando a costa, viam apenas uma deformidade na agua devido ao movimento dos navios, somente quando o chefe da aldeia analisou melhor e refletiu a respeito das embarcações que conseguiu ver o navio, e como a sua tribo confiava nele, passaram a ve-la também, se isso é verdade de fato, então, por exemplo, as naves espaciais talvez não sejam todas como disco voadores, talvez a pessoa que difundiu a imagem de uma espaçonave tivesse de fato visto um disco voador, mas talvez quando uma pessoa veja uma espaçonave distante, mesmo ela não sendo em formato de um disco, ela o veja com o formato de disco, pois essa é a unica imagem da qual ela consegue identificar o objeto. Levando em consideração que o olho humano só consegue ver objetos em 3dimensões, será que não existe entre nós seres, ou objetos que tem mais de 3dimensões? 4 talvez 5 ou mais, se isso for verdade então poderiamos nunca ve-los, eles poderiam se movimentar entre nós normalmente sem ser notados. Para os sensitivos que podem ver espiritos, -não quero prolongar a discussão neste tema neste artigo, apenas leve em consideração de que possam - será que a visão deles não seja diferente? A ideia de espirito, de energia, de se ver a energia, talvez eles passem a tomar uma outra forma não 3D como todas as coisas que estamos acostumados a ver, e o que levariam eles a ter esse sentido? Um espirito mais evoluido talvez, talvez nunca se saiba de maneira concreta. Se todas essas coisas "invisiveis", invisiveis somente por não se ter a capacidade de ve-los ou simplesmente por estar-se tão afundado de preconceitos e experiencias, existem, então como será que a historia da mitologia se desenrola? O quanto será veridico na mitologia? Haverão existido mesmo esses deuses? Talvez não como deuses que acreditamos ser, mas seres como nós mas muito avançados para a época, terão esses seres realmente estado nesse mundo? A Yggdrasil, ou Mana na mitologia celtica, terá de fato existido? Ou será que era uma arvore simbolica, mas se for apenas simbolica, como a historia se desencadeou desta maneira, como uma simples arvore simbolica tem uma historia tão mistica e tão "avançada" até mesmo para nós? A personalidade dos deuses, o seus respectivos nomes, todos eles não só relacionados com as estações do ano ou com a natureza, mas com os sentimentos dos seres humanos, terá então sido eles criados apenas como um escape para os problemas do seu período? Mas qual então seria o motivo para se ter uma historia tão completa, com personagens tão realisticos. Acredito que os ancestrais desse mundo, da história desse mundo, tinham algo superior a todos nós dessa época, algo que talvez raras pessoas o tenham atualmente, a capacidade de criar e de ter uma mente aberta para o misticismo, a capacidade de ver, e não somente olhar como se faz todos os dias de nossas vidas atualmente. Em um mundo em que a certeza das coisas é pregada nos estudos, sobrou pouco espaço para a beleza de se criar livremente, de se imaginar livremente, a nossa imaginação que já limitada ao meu ver, está cada dia mais se estreitando e criando limites ainda menores na mente daqueles que consideramos o nosso futuro.
"Não se estar absolutamente certo é, eu acho, uma das coisas essenciais na razão." - Betrand Russell
"Quando um admite que nada é certo este deve, eu acho, também admitir que algumas coisas são muito mais proximas de certas do que outras" - Bertrand Russell
"Nada é mais perigoso que a certeza de ter razão. É preciso idolatrar a dúvida." - T. Todorov
"Não tenha medo de ser excêntrico na opinião, pois cada opinião agora aceita já foi uma vez excêntrica" - Betrand Rusell
Escrito por massahiro ás 7:59 PM
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O Passado, presente e futuro
Quando se trata desses termos há muita discussão. O que vou retratar aqui é a maneira como é visto o tempo hoje, como é vivido pelas pessoas. Ao meu ver um dos grandes problemas do ser humano, o que causa diversos conflitos, não somente entre os outros, mas um conflito em si mesmo, é a incapacidade de viver no presente. O resultado do ser humano de hoje, as ações tomada por ele, os preconceitos são resultados do passado, são experiencias acumuladas, e por isso procura-se viver no passado, ou no futuro. Tenho certeza que muitos vivem no futuro e no passado, mas raramente no presente, quantas pessoas não pensam no futuro visando o passado, "ontem passei por necessidade então amanhã não vou deixar o mesmo acontecer", ou "fui uma pessoa ruim, irei mudar a partir de agora", isso não é fugir do presente, uma maneira de ignorar o agora para botar em conflito o passado com o futuro? O tempo não existe, o tempo cronológico é apenas uma maneira universal de seduzir o ser humano a ter controle sobre algo, de impor um padrão há todos, não me leve a mal, mas de certa forma essa forma de "escravizar" o ser humano é necessario para inumeras coisas, se não haveria uma desordem gigantesca, como seria a entrada no trabalho? O tempo em si, passado, presente e futuro não existem, eles apenas existem para aqueles que estão em conflito, que querem fugir da realidade, que têm medo de enfrentar o que são. O presente é único, é eterno, ele é o agora, ele é o infinito, o ontem é passado, nunca mais vai ser mudado, o amanhã é futuro e sempre será o futuro, nunca irá se concretizar justamente por estar no amanhã. Há aqueles que dizem que pensam no futuro como carreira profissional, pensa no futuro como providencias a se tomar para se ser bem sucedido, pois bem tomarei como exemplo a carreira, ser ou não ser bem sucedido é importante? Por que cobiças tal coisa? O que é ser bem sucedido? Ter dinheiro, ser reconhecido ou ambos? E para ter tal dinheiro é necessária essa cobiça? A cobiça em si não é uma maneira de fugir da realidade, de viver no futuro, cobiçar algo não é desejar algo que está no amanhã? Logo aquele que cobiça estará com medo da realidade? Ou somente como muitos outros cego para ela? Quantas pessoas já não se ve que almejam ser ricos, serem reconhecidos pelas pessoas, ter fama, poder e mais poder? E para isso todas elas vivem em uma ilusão, em uma ignorancia maior que qualquer outra, vivem no futuro e no passado, mas nunca no presente, não conseguem realizar nada, criar nada no presente, no eterno, todas as ações são mediantes ao passado para com o futuro. Será que para se ser bem sucedido é necessária estar ligado ao passado e futuro? Será que para se ser bem sucedido é necessaria a ignorancia e a ilusão? O que será esse bem sucedido? Para mim ser bem sucedido é apenas uma consequencia, se levar em consideração, todos já somos bem sucedidos, todos vivemos, todos estamos aqui hoje aprendendo e ensinando, é claro que há muitos que não compreendem isso, não podem ver com todos os seus preconceitos formulados pelo passado. Se é com condição financeira que se se preocupa com o futuro, não digo com a cobiça de ser rico, mas com as contas e necessidades basicas que afetam a todos nesse mundo, então levo-os a uma colocação comum nos dias de hoje.
Não existem hoje, a maioria acredito eu, pessoas que pensando tanto no futuro, na condição financeira futura, acabam cursando alguma faculdade que no momento aparenta dar lucros futuros muito bons, e possui um mercado de trabalho não saturado. Ou seja o medo e a preocupação com emprego se torna algo que faz com que a própria pessoa se iluda, ou aprende a gostar do que está fazendo, ou morre de fome, é isto que se pensa muitas vezes ao escolher uma faculdade. Esse conceito de ter as ações moldadas pelo passado para o futuro para as pessoas é uma maneira de envenenar-se, essa preocupação acaba por levar a caminhos tortuosos, indesejáveis. Se a pessoa faz algo que realmente não gosta, que não tem interesse, poderá ela ser bem sucedida? Creio eu que não, ela poderá ser uma pessoa de poder, de uma vasta riqueza material, e por fim até podera aprender a gostar do que faz, e se com este ultimo, ela estiver satisfeita e feliz, é o suficiente. No entanto para uma pessoa ser bem sucedida ao meu ver, é necessario viver no presente, fazer aquilo que gosta, sem se preocupar tanto com o futuro. Muitos não param para analisar isso, mas, pare e perceba as coisas que você mais gosta de fazer, nas ideias que por mais absurdas que pareçam, são diferentes de tudo antes visto, o que você mais gosta de fazer? Ficar com a familia? Jogar video game? Fazer negocios estrangeiros? Tirar fotos? Pintar um quadro? Qualquer uma que seje, deveria ser a partir dai, envolto desse sentimento de prazer, de felicidade, de alegria, de "bem viver", que surgisse a vontade de que faculdade fazer, independente se isso lhe fará rico materialmente, pois ao faze-lo, ao se empenhar em fazer e inovar, será facil pois é o que você gosta, você já é rico. Quando se pensa muito no futuro, no "ser bem sucedido", no "ser rico e poderoso", a pessoa por vezes o será, por vezes não o será, mas ter as ações edificadas sobre o passado e futuro estreitam as opções das pessoas, limitam a pessoa a tomar rumos da qual muitas vezes não gosta. Se você faz o que gosta, do que mais gosta, daquilo que sente mais prazer no dia-a-dia, no agora, no presente, então não haverá problemas do qual não se consiga superar, para inovar de uma maneira única e nunca antes nem se quer sonhada, para criar algo puro e verdadeiro, é necessario conhecer a si mesmo, e em relação a vida profissional, fazer aquilo que gosta é uma das peças fundamentais. Levando em consideração, é claro, que como em qualquer trabalho da vida, por mais que se goste daquilo com que trabalha, haverão momentos de conflitos, momentos que farão um lado de desgosto nunca antes imaginado surgir diante de você, esse é um dos problemas que todos enfrentam, com diferença que quando você faz o que gosta serão menos, do que aqueles que vêm isso todos os dias fazendo algo que desgostam.
"-Se Você tem dinheiro para satisfazer seus desejos, pode se considerar rico. Mas existem duas formas de ser rico; Pode-se ganhar, herdar, pedir emprestado, esmolar ou roubar o dinheiro que se precisa para satisfazer um desejo caro. Ou então cultivar um estilo de vida simples, com poucos desejos. Dessa forma você sempre terá o dinheiro de que precisa." - "O caminho do guerreiro pacífico" de Dan Millman
"A regeneração, pois, só é possível agora, e não no futuro, não amanhã. O homem que conta com o tempo como meio de alcançar a felicidade ou de conhecer a verdade ou Deus, está simplesmente enganando a si mesmo, está vivendo na ignorância e, por conseguinte, em conflito. O homem que reconhece não ser o tempo o caminho por onde sairá de suas dificuldades e que, por conseguinte, está livre do falso, esse homem, naturalmente, tem a intenção de compreender. Sua mente, portanto, está espontaneamente tranquila, serena, quando não está buscando resposta ou solução alguma, quando não está resistindo nem evitando, só então pode haver regeneração, porque a mente é assim capaz de perceber o que é verdadeiro. A verdade é que liberta, não o esforço que fazemos para libertar-nos." - "A Primeira e Ultima Liberdade" de Krishnamurti
Escrito por massahiro ás 12:08 PM
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Um Problema Social Parte 4: O final, a educação.
Qual é o fundamente mais básico da sociedade? Do que consiste uma sociedade? Não é, a sociedade, formada pelas pessoas que vivem nelas? Mas do que consistem essas pessoas? O que edificam elas? Acima de tudo as influencias as quais elas são submetidas são de extrema importância para a pessoa que está nascendo dentro da sociedade, e dentro dessas influencias, que pretendo discutir em breve em um post separado e breve, existe também um fator imperativo, aquilo da qual vai se basear toda sua vivencia dentro da sociedade, claro que, uma influencia, mas um influencia que quero tratar em especial nessa parte do artigo: A educação. O que fundamenta todas as 3 partes anteriores desse extenso artigo, do que nascem todas aquelas reflexões pensamentos e problemas sociais, é da educação, do ensino de cada pessoa, das instruções que lhe são oferecidas. A Educação é a raiz de tudo em que uma pessoa se edifica, é ela que deve, não só dar uma base técnica profissional para alguém, mas também uma base ética, uma base filosófica e criadora. Por qual razão existe tanto desemprego? Essa escassez de “mão de obra qualificada”? E com isso o aumento de criminalidade. Qual é o motivo? Não seria a base fraca e precária oferecida pela educação que se tem? As melhores escolas, e que ainda assim não são tão boas, são as escolas particulares, visando o Brasil é claro, mas quantas pessoas têm a capacidade de pagar por elas? E aqueles que não tem, vai para as estaduais, e como é o ensino das escolas estaduais? Sendo que muitos dos professores vivem com salários precários, em condições precárias onde por um milagre se tem mesas, cadeiras e uma lousa. Que tipo de valor é dado para a educação no nosso país? Onde aquele que não tem condição de pagar uma escola particular fica em desvantagem somente por ser uma pessoa que disponha de menos condição financeira. A educação é a base de todos os problemas, acredito eu que seja a raiz de tudo o que se é considerado “ruim”, “injusto” e “criminoso”. A educação precária é o grande mal, a meu ver, para a evolução de uma sociedade, não só da sociedade como da própria pessoa. Para argumentar isso posso colocar inúmeros fatos, vamos além, pense na situação onde a família tem que trabalhar para se sustentar, para ganhar dinheiro para ao menos ter algum alimento e não ficar enfermo pela fome, o filho ou filha deve ir para a escola, mas por qual motivo se o que lhe é oferecido é um ambiente inseguro, precário, que falta estimulo para com ele para que este continue a freqüentar as aulas, estes acabam indo apenas pelo que o governo, de maneira ignorante e medíocre acredita ser uma forma de estimulo ao aluno, oferece para eles, como o leite, a bolsa família, entre outras coisas que de certa forma eu desconheço. Sim desconheço, não fique impressionado, eu não entendo muito bem de política, nem estou a par de tudo que acontece nela. Por quê? Falta de interesse talvez, eu não sei, nunca me interessei por política da forma como é vista pelas pessoas, eu analiso a política estando de fora dela e analisando mais as pessoas que estão sob seu domínio, acho que por isso eu tenha um ar tão...humanitário, embora eu não ache que seja essa a palavra. Enfim, se essa família tivesse um nível educacional adequado, estaria ela passando por tal necessidade? Acredito-me que sim. Mas por que isto ocorreria? A sim pelas instituições de trabalho, uma vez que elas exigem cada vez mais de seus instrumentos, digo, trabalhadores. Mas se o nível educacional destes fosse adequado, eles iriam pensar desta forma? Acredito-me que sim. Mas quando me refiro a uma mudança na educação, estou me referindo de uma forma muito diferente da qual, acredito, a maioria esteja pensando. A educação hoje é algo medíocre, tanto nas melhores escolas e universidades, quanto nas piores, se é que posso intitulá-las assim. Como já postei nos primeiros artigos desse blog, a educação hoje é algo voltado apenas para o ensino técnico, não sou contra, já que é extremamente necessário para a carreira profissional e para a produtividade para com a sociedade, mas o que falta é algo que melhore a pessoa como pessoa, como um ser humano, como um ser criador, como alguém que pensa por conta própria. Se impõe tantas coisas, de maneira quase que tirânica, formulas, técnicas, regras, condutas, que acabam se esquecendo da coisa mais importante, criar como pessoa, pensar como pessoa, como um ser vivo! Perdeu-se a capacidade de criar, então a ultima criação feita pelo homem foi a criação do homem que não pode criar, do homem burro, do homem ignorante, mais do que originalmente o é. Alguém já viu algo inovador? Quantas coisas foram criadas atualmente que inovaram como os grandes pensadores do passado? Talvez você diga que existem tantas coisas que já foram que criadas que fica difícil, ou que com o advento da internet seja impossível criar algo completamente inovador, mas aposto que esses grandes pensadores como DaVinci, no passado pensavam a mesma coisa no tempo que ele vivia. O que diferencia esses grandes pensadores das pessoas de hoje, é que eles possuíam uma mente aberta, eles tinham capacidade e curiosidade a respeito de tudo, se indagavam das coisas mais simples, até as mais complexas, viam a beleza em coisas simples e únicas, coisas das quais as pessoas de hoje são cegas, ignoram-nas. Não é preciso mudar a educação, é preciso revolucioná-la, mudá-la completamente, não para se adaptar ao mercado de hoje, mas para se adaptar a um futuro melhor, é preciso que a educação seja revolucionada para edificar hoje, o que amanhã pode ser uma revolução de todos os conceitos, pois do jeito que a educação, não só do Brasil, está, como o mercado de trabalho está, e a maneira como as pessoas pensam hoje, o nosso amanhã não será o caos, simplesmente não será, porque não vai existir um amanhã para nós. É claro que a educação não vai ajudar se não haver motivação, mas que motivação será essa? Acho que é de grande parte, responsabilidade do professor, do tutor. Eu já tive inúmeros professores, que tinham um conhecimento enorme do que ensinavam, mas não tinham didática, não sabiam estimular o aluno, não o motivavam, assim como tive alguns que, apesar de não serem os melhores da matéria que aplicavam, do que eles conheciam transmitiam de maneira que todos os alunos ficavam maravilhados, como se a matéria fosse algo completamente novo, completamente intrigante. Bom é claro que é valido levar o termo: “Não é o professor que faz a faculdade, são os alunos, os professores só ajudam”. No entanto acredito, como todos nós somos únicos e diferimos na maneira de pensar e interpretar, que para uma nova geração seja necessário professores com a capacidade de criar, de inovar a forma de ensino, não “vomitar” a matéria, mas ensinar de maneira que todos aprendam, e qual melhor maneira de aprender se não quando se tem interesse e é divertido? Lógico que com as mudanças desenfreadas no mercado de trabalho de hoje, isso é quase que impossível sem a colaboração de todos, o princípio é o mais difícil, após se dar o primeiro passo, as coisas parecerão, talvez não mais fáceis, mas mais possíveis.
"Se planificas para um ano, planta arroz; se planificas para uma década, planta árvores; se planificas para um século, educa os teus filhos." - Kwan –Tzu
“Ao ensinar lembre-se que os grandes segredos estão contidos nas técnicas básicas.” – O Sensei Morihei Ueshiba (Fundador do Aikido)
“Educação é como uma espada de dois gumes. Ela pode se tornar de usos perigosos se não for controlada devidamente.” – Wu Ting-Fang
“Educação é a melhor provisão para a velhice.” – Atistotle
“Bom ensinamento é ¼ preparação e ¾ teatro.” – Gail Godwin
“O propósito da educação é substituir uma mente vazia por uma mente aberta.” – Malcolm Forbes
“Para repetir os outros falaram, requer educação; para desafiá-la, querer cérebro.” – Mary Pettibone Poole
Escrito por massahiro ás 9:34 AM
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Um Problema Social Parte 3: O Aborto
Uma questão que gera muitas discussões ainda mais aqui no Brasil, é a questão do aborto, principalmente se analisada pelo ponto de vista religioso, que vem sempre se mostrando a maior barreira para a legalização do aborto. Não pretendo gerar uma discussão diferente da qual vemos comumente nas discussões sobre o tema, seja em revistas, seja em jornais, seja na TV. O que pretendo fazer, apesar do título desta etapa do artigo, é apenas uma breve passagem sobre o Aborto, e algo que eu considero mais importante do que a sua discussão. Primeiramente, para aqueles que leram o livro Freakonomics, que está entre as leituras recomendadas, leram a parte em que o aborto, no caso de Nova York, foi ligada a redução drástica da criminalidade do local em questão. Não vou perguntar quem concorda ou não com o aborto, isto geraria uma discussão desnecessária, pois então vou me apresentar neutro, colocarei dois pontos de vista, cada um de uma porta oposta das opiniões a esse assunto, depois irei citar um trecho do livro Freakonomics que retrata esta questão do aborto-criminalidade. Para aqueles que concordam com o aborto, creio eu que possuam inúmeros argumentos para defender a sua opinião, isso é no mínimo o exigido para se formar uma opinião própria, a não ser que você seja uma pessoa que segue a opinião das outras sem conseguir formular a sua própria, mas vou discorrer pelo que eu pude analisar o argumento que é mais comumente usado pelas pessoas que são a favor do aborto, a questão do aborto em ocorrência de estupro, para não se criar uma criança indesejada no caso de vitima de estupro, seria permitido o aborto, já que a criança foi concebida de forma forçada. No entanto analisemos o proposto, o aborto seria legal apenas em caso em vitima de estupro, e geralmente as pessoas que concordam com essa colocação também encaram o fato de que nos 3 primeiros meses de gestação a criança ainda é apenas um aglomerado de células e não tem consciência própria. Mas desconsiderando este fato, aquele que concorda única e somente com o aborto nessas circunstancias, não aceita o aborto em outras circunstancias, pois em outras fora disso seria considerado matar o bebe. Agora entra em fato aos que estão contra o aborto, então fora dos casos de estupro o aborto é considerado assassinar o filho, mas se for em aborto tudo bem matar? Ou não estaria matando, seria algo diferente, algum outro nome mais, belo e intelectual, menos brutal? Percebe-se então que não é abortando a solução, mas talvez dar uma forma de condição melhor para os filhos concebidos de forma indesejada, já que não é possível pelos pais, ou pela mãe no caso de estupro, uma vez que o governo seja contra o aborto devido a influencia religiosa. Não posso analisar o aborto em casos de estupro de forma completa, uma vez que eu sou homem, posso apenas me imaginar na posição da mulher, que após um tremendo choque como o do estupro, deve ainda passar pelo choque de estar grávida, imaginem ver em seu filho aquilo que lhe deu o maior sofrimento que, talvez, a mulher possa passar. Do livro Frakonomics: ”Um fato a buscar seria uma correlação entre o índice de abortos e o da criminalidade em cada um deles, Nada verdade, os estados com os mais altos índices de aborto nos anos 70 apresentaram as maiores quedas na criminalidade nos anos 90, enquanto os estados com baixos índices de aborto mostraram uma queda menor na criminalidade (esta correlação existe até mesmo quando descontada prisões efetuadas, o número de policiais e a situação econômica). Desde 1985 os estados com altos índices de abortos tiveram uma queda aproximadamente 30% maior do que a dos estados com índices baixos de aborto (a cidade de Nova York apresentava um índice alto de abortos e fazia parte de um estado precursor da legalização, uma dupla de fatores que comprometem ainda mais a afirmação de que o policiamento inovador motivou a queda da criminalidade). Além disso, não havia ligação entre o índice de abortos e os índices de criminalidade estado a estado antes do final da década de 1980 – quando o primeiro grupo afetado pelo aborto legalizado alcançou o seu pico criminoso-, o que é mais uma indicação de que o caso Roe x Wade foi o acontecimento que efetivamente desequilibrou a balança da criminalidade.” Colocado no inicio do capitulo que se tratava desse assunto há ainda uma importante colocação dos autores do livro: ”Os dois chegaram a sugerir que o crime poderia ser facilmente contornado, caso ‘fosse providenciado um ambiente melhor para as crianças expostas a maior risco de se tornarem criminosas’”.
Pois bem, ao meu ver, o aborto em si não é a solução para o problema social.
Bom deixando estatística de lado, acho que deveríamos analisar primeiro a raiz da situação, seria necessário aborto se os contraceptivos fossem de fácil acesso a população? A "pílula do dia seguinte" se fosse aplicada em seu devido tempo após um estupro, que imagino que a pessoa que foi estuprada irá ser levada ao hospital logo após ser encontrada, haveria necessidade de aborto? Eu não acho a melhor coisa conceber uma criança a nascer sem condições necessárias mínimas, ainda mais quando se trata de pessoas que não tem condição de sustentos próprios e tem mais de 1 filho. Mas eu também não sou a favor de tirar uma vida. Falar de aborto nesse caso parece ser o mais fácil e barato, levando em consideração que para a economia se matar um ser vivo é mais barato que não matar, eles o farão. Mas se os métodos de prevenção fossem mais acessíveis para a população em geral, e mais difundidos, não haveria a necessidade de abortos. Quantos lugares se pode ter camisinha de graça? Eu não sou informado a respeito, mas se existirem, pensem, eles são acessíveis? Existem muitos? É claro que os métodos contraceptivos que possuímos nem sempre funcionam, pílulas podem falhar, camisinhas podem estourar, a pílula do dia seguinte pode não funcionar (não sei a respeito deste ultimo). Somente então acho que deve-se entrar em discussão o aborto. Essa é a minha opinião, acho que ao invés de se discutir o aborto, antes dever-se-ia discutir o que poderia ser feito para evitar o aborto.
Escrito por massahiro ás 11:18 AM
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Um Problema Social Parte 2:A Criminalidade
Infelizmente o limite de caracteres para esta segunda parte foi excedido, então dividi ela em 2 sub tópicos, O Trabalho anteriormente apresentado, e A Criminalidade que estarei apresentando agora. Quis apresentar ambas em uma única parte, pois ela está, na mentalidade de muitos a respeito social, interligadas, mas ao termino deste artigo de 4 partes, notará-se que todas estão ligadas de uma maneira distinta, já que o problema engloba a sociedade e está é uma coisa só, um grupo só, dividida apenas por nomes e setores criados por nós. Então sigamos a diante...
Levando os fatos a diante, se a pessoa não consegue emprego o que faz ela então? Idéias são salvadoras, mas não para todos, principalmente para aqueles que não tiveram a mínima base de criação, uma vez que o ensino atual não visa criar, discutirei a educação em uma outra parte deste artigo, então os que não possuem idéias, que não tem saída acabam por entrar na criminalidade. O maior problema que a parte criminal é um nome muito vasto, com muitos significados, o que é ser criminoso? Aquele que comete um crime? Parece simples, mas o que é crime? Aquele que desobedece as leis? Mas o que são as leis? Já discuti isso antes. Um exemplo contado por um professor meu ao dar aula em um colégio publico se encaixa bem. Ao discutir a respeito da violência e criminalidade ele falava sobre valores, roubar algo que você trabalhou para ter, e alguém lhe roubar e continuou discutindo se isso era justo ou não, um garoto da sala se apresentou e disse: “-Esse tênis eu roubei. - Apontando para o tênis. –Eu não acho justo uma pessoa poder ter e eu não poder ter só porque sou pobre.” Bom não me lembro exatamente como o meu professor me contou a historia, mesmo porque faz 5 anos que ele me contou, mas o que é justo? Uma questão de ponto de vista. Se a criminalidade é cometer um crime, então também é um crime sobreviver? Existem aqueles que passam a criminalidade para sobreviver, e outros para alimentar os seus vícios, resolver esse problema não é tão complicado ao meu ver, não é aumentando o policiamento que vai acabar com a criminalidade, pense, olhe quantos policiais não são corrompidos pelo crime, pense que eles ganham salários miseráveis e combatem forças armadas de maneira desigual. Tão pouco é solução aumentar a quantidade de prisões, afinal deveria ser justamente o contrário, ter menos prisão, deveria ser essa a meta, diminuir a criminalidade pela causa, não pelos sintomas. As prisões hoje é como um hotel onde servem comida e lazer para os presos, claro que em condições precárias, mas isso se deve pela própria vontade dos prisioneiros que queimam e vandalizam o seu recinto. Fugindo um pouco do assunto, examine a razão de haver tantas revoltas no presídio. O problema do ser humano quando está ócio, quando se tem tempo de mais para pensar, acaba por se enlouquecer, o próprio pensamento é para o ser humano um veneno para a sanidade, e é isso o que acontece nos presídios hoje, a falta de ocupação física e mental para os detentos acaba fazendo dessas revoltas uma forma de escape, uma forma de exigir que seja feito algo por eles, para aumentar o lazer deles, que é claro que produzir eles não irão querer, uma vez que eles são, de forma irônica, nossos chefes, já que produzimos para eles, e não o contrario. Enfim, para a diminuição da criminalidade hoje, o nosso governo visa, não diminuir de fato, mas apenas transmitir uma sensação de que se está sendo providenciado a diminuição da criminalidade, uma forma de combater os sintomas, mas deixar a causa fortificar esses sintomas, fazem isso através de aumentos de policiamento, entre outras coisas. Sim de fato acredito que os sintomas precisem ser tratados, não discordo disso, mas a maneira como se está procedendo é dar importância para os sintomas e ignorar a causa, de fato é isto que o governo faz, mas não culpo somente a eles, culpo a vocês também pessoas, moradores, cidadãos da sociedade e especialmente a mim, que sabemos apenas reclamar, mas nunca ter coragem de agir. O maior problema do povo hoje é que se tornou acomodado aos problemas, reclamam, exigem, mas nada querem fazer, acham que a responsabilidade é do governo, culpam o governo, por que tem medo de ver a realidade, que eles são tão responsáveis pela sociedade quanto o governo.
“Política é a arte de buscar problemas, encontrando-o não importando se existe ou não, diagnosticando-o incorretamente e aplicando o remédio errado” – Ernest Benn
“A maravilha de toda história é a paciência com que cada homem e mulher submetem-se aos fardos desnecessários colocados sobre eles por seus governantes” – William H. Borah
“Quanto mais leis e ordem são feitas proeminentes, Mais assaltantes e ladrões existirão.” – Lao Tse
Escrito por massahiro ás 12:31 PM
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Um Problema Social Parte 2: O Trabalho
Hoje a sociedade se encontra em problema mental, um problema ideal. É fácil ao ver em quem busca emprego, sei porque no momento encontro-me desempregado, um sério problema de aceitação, não somente por conhecimentos técnicos como também por falta de experiência. É fácil notar como fica cada dia mais difícil arranjar um emprego, cada vez mais os empregos exigem mais e mais do conhecimento das pessoas, não bastassem os conhecimentos também há a questão de experiência na área. É fato que a tendência do mercado de empregos saturar, haverá maquinas realizando o nosso trabalho, e ficaremos em segundo plano para muitas atividades assalariadas, não somente isso, mas com o crescimento desenfreado da população em certos paises, torna quase impossível que todos tenham emprego, ao menos empregos que os sustentem devidamente. Mas se analisar os fatos devidamente, veremos que existem áreas que sobram trabalho, o que não encontram é a mão de obra, no meu caso, por exemplo, como programador, existem trabalhos voltados a linguagem de Cobol para mainframes de sobra, falta gente para este setor, mas não há ensino se não por conta própria, e por ser um linguagem relativamente velha e pouco usada, as escolas não ensinam mas essa linguagem, é difícil ver algum curso que trabalhe em cima dela. A meu ver o mercado de trabalho hoje se encontra em um nível absurdamente insensível, apático. O ser humano não é mais considerado um ser vivo, mas sim uma mera ferramenta, uma mera mão de obra, como eu já discuti antes. O que mas me intriga, e de certa forma entristece, é ver como a falta de mão de obra aumenta, não só pela decadência na estrutura de ensino, como na falta de estimulo de uma empresa. Tenho certeza que alguns já procuraram um emprego e se deram em frente a um emprego que as exigências pareciam absurdas, pois bem, imagine um estagiário, um estudante universitário que tem 4 anos de estudo, que trabalha fora da área de estudo para conseguir pagar a universidade, este não consegue encontrar um outro estágio, não por falta de procurar, e acaba a universidade, vai para o mercado de trabalho e se depara com coisas absurdas, 95% se não mais, das exigências das empresas são de pessoas com mais de 2 anos de experiência, se não mais! Imagine, então, um aluno que encontra um estágio no seu ultimo ano, tem 1 ano de experiência em uma área, por exemplo programação em Java, e assim que termina a faculdade não é efetivado, afinal de contas o estagiário nada mais é que uma mão de obra barata para a produtividade de uma empresa, daí esse estudante vai buscar um emprego e todos exigem pelo menos 2 anos de experiência. Algumas dessas empresas ainda reclamam da falta de preparo das pessoas que vem fazer as entrevistas, botam em vergonha à qualidade de ensino do país e o pior, dizem terem empregos sobrando, mas não acham as pessoas qualificadas para ele, ora se buscam alguém que tem mais de 2 anos de experiência na área, é obvio que não procuram estudantes, e se exigem tanta experiência e conhecimentos dos interessados, é obvio que estes não estarão desempregados. O problema com o trabalho de hoje que se tornou algo muito pessoal, é estrondosamente árduo achar um emprego, ou se por milagre o tenha, subir de cargo neste, aquele que é contratado geralmente tem indicação, acha-se então que sendo indicado de alguém vai ter mais segurança do que um desconhecido, não os culpo por pensarem assim, já que o trabalho se tornou apenas uma relação de interesses e produtividade. Outro fator que, acredito eu que todos estejam cientes disso, é a instituição de ensino, alguns locais de trabalho não chegam nem a analisar a pessoa, ou o currículo desta, apenas olham a instituição de ensino, se tem um nome renomado, então este tem preferência, se não, é descartado. Tomo como exemplo a USP, a universidade decadente com um nome que sobrevive ainda hoje por milagre, o que faz dela ser boa? Os alunos, poucos são os professores que ajudam os alunos, ITA? Pior, assim com a USP é um antro de arrogância de seus professores e alunos, claro não irei generalizar, conheço algumas pessoas de lá, mas quem nunca viu nenhum professor se vangloriar pela sua instituição, que no caso eu tomei como exemplo a USP? Quando a universidade, ou faculdade, possui um nome renomado, não se interessa a capacidade dessa pessoa, não interessa a pessoa como pessoa, interessa apenas a imagem dela, sim, vivemos em um mundo de imagem, não importa o que você faça, se faz bem ou não, sendo apenas de um lugar renomado, estará na frente da grande maioria. Levando em consideração que aqueles que fazem alguma faculdade (digo faculdade no seu sentido antigo) são considerados cerca de 10% da elite brasileira, então vejo que para as instituições de emprego estes são apenas 1% ou 2%. Já analisei em algumas entrevistas, pessoas que vieram de universidades renomadas, extremamente arrogantes, poderia saber bem exercer a sua função, mas o que será do ambiente de trabalho com uma pessoa assim? Não importa o bem estar dos funcionários, o que importa é a produtividade. Não digo que todos sejam assim, como disse não aprecio generalizar as coisas, no entanto digo para uma considerável parte. Lembre-se de que atualmente o mercado de trabalho não se tornou tão caótica só pela questão educacional, se tornou caótica, também, pela falta de visão dos contratantes, pela ignorância e cobiça dentro do ambiente de trabalho.
Escrito por massahiro ás 12:27 PM
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Um Problema Social Parte 1: A Crise Social
Pretendo dispor durante 4 reflexões o problema social visto por uma outra maneira, espero ter deixado claro ao decorrer dos meus posts que o problema fundamental do caos que se encontra na sociedade de hoje somos nós, todos que vivemos em uma constante relação que formamos a sociedade atual. O fato de não conhecermos a nós mesmos, e por esta causa, as mudanças que tem-se sofrido na sociedade, ou seja, em nós, têm sido apenas superficiais, por esta razão ainda nos encontramos em meio ao caos, somente com a mudança, a revolução, verdadeira em cada um de nós é que pode ser visto uma mudança também verdadeira. Pois bem o que eu vou botar em discussão no decorrer destes 4 posts está de certa forma ligada mais ao grupo, a sociedade, do que naqueles que a constituem, nós. Estarei colocando de uma maneira universal e generalizando a discussão em cima do grupo, e não de seus componentes. É fato sabermos o quão complicada o mundo se encontra hoje, como as coisas que escrevo são nada mais que coisas obvias, e talvez justamente por serem obvias, são de maior complexidade para serem vistas pelas pessoas. O fato de estarmos constantemente ligados ao complexo, as situação que nos apresentam no dia-a-dia com uma tremenda complexidade, faz com que nós ignoremos as coisas simples, as coisas obvias, mas são nas coisas simples que se encontram as raízes de tudo, o fundamento de tudo o que é complexo. Esquece-se de analisar as coisas obvias, e quando se depara com algo simples, puro, e sem complexidade alguma, acaba-se por se tornar algo complexo, pelo fato de ser simples. Veja se está tão acostumado a enfrentar situações adversas e amplamente complexas, não só no trabalho como no cotidiano, contas para pagar, nomes de impostos, a evolução dos filhos, e os sentimentos da família, que todas estas coisas, apesar de serem simples, parecem complexas. De fato o ser humano hoje prefere coisas complexas, apesar de desejar coisas simples, ele não consegue vê-las, nem tratá-las por ter uma mente voltada apenas para as complexidades, para o trabalhoso, para o ardoroso, do que para as coisas simples, ainda mais, o ser humano tem a tendência para a complexidade, para os problemas, devido a sua própria vontade, a sua própria maneira de ver. A vida é algo simples, ela pode ser simples se você quiser, pode ser bela se você deixar, mas não vejo como algo fácil de conseguir já que a mente está completamente afundada em problemas e complexidades. O que vou apresentar são fatos simples a respeito dos problemas sociais, do grupo social, do grupo que as pessoas formam, e expressarei minhas idéias e opiniões a respeito de cada uma de minhas reflexões, que, acredito eu, pode ser facilmente visto se olharem ao seu redor e refletirem a respeito das palavras que escrevo. Talvez quem as ler já tenha pensado nisso, talvez alguns não acreditem, e outros muito menos aceitem e terão, tenho quase certeza disso, aqueles que nunca pensaram pelo ponto de vista que irei discorrer os fatos. Analisem a sociedade como ela é constituída hoje, pense nas coisas que as faz caótica e mal, não a pessoa, eu e você, mas os grupos que estas formam, analise como o trabalho é hoje, como o estudo é hoje, como a natalidade, a criminalidade e o ensino são hoje empregados, e como todos estes influenciam no crescimento e na mentalidade de cada pessoa. Como disse, deixe suas crenças de lado, abra sua mente, não aceite, mas analise, indague, pense, reflita, discuta, se não comigo ou com outro, consigo mesmo. Afinal as palavras tem infinitas interpretações, se elas são certas ou erradas, isso é de acordo com você, leitor. Eu sei o que eu quis dizer ao escrevê-las, eu sei o que eu quis passar para os leitores, mas vocês, todos os que estiverem lendo, acompanhando este blog, talvez nunca saibam o que eu realmente quis transmitir, pois minhas palavras são minhas interpretações, que são diferentes e únicas para cada pessoa.
“The Best is yet to come
An cuimhin leat an gra Cra croi an ghra Nil anois ach ceoi na h-oiche Taim siorai I ngra Leannain le smal Leannain le smal Lig leis agus beidh leat Lig leis agus beidh gra Cuimhne leat an t-am Nuair a bhi tu sasta An cuimhne leat an t-am Nuair a bhi to ag gaire Ta an saoi iontach Ma chreideann tu ann Tug aghaidh ar an saoi is sonas sioari inar measc Ceard a thrla do na laethanta sin Ceard a thrla do na h-oicheanta sin An cuimhin leat an t-am Nuair a bhi tu faoi bhron An cuimhin leat an t-am Go siorai sileadh na ndeor An ormsa no orainne a bhi an locht Ag mothu cailite s'ar fan Cen fath an t-achrann is sileadh na ndeor Ta ailleacht sa saoi Ma chuardaionn tu e Ta gliondar sa saoi Cuardaimis e la la la la la la la la la la la la la”
The Best is yet to come, trilha sonora cantada em céltico no game: Metal Gear Solid. Tradução:
“O melhor está por vir Você se lembra da época quando pequenas coisas fizeram você feliz Você se lembra da época quando coisas simples fizeram você sorrir A vida pode ser maravilhosa Se você deixa-la ser A vida pode ser simples Se você tentar O que foi que aconteceu com aqueles dias? O que aconteceu com aquelas noites? Você se lembra da época quando pequenas coisas fizeram você triste? Você se lembra da época quando coisas simples fizeram você chorar? Serei somente eu ou Seremos somente nós Nos sentindo sozinhos nesse mundo? Por que devemos ferir uns aos outros? Por que devemos compartilhar lagrimas? A vida pode ser linda Se você tentar A vida pode ser alegre Se nós tentarmos Diga-me Não estou sozinho Diga-me Não estamos sozinhos nesse mundo Lutando contra o vento Você se lembra da época quando coisas simples fizeram você feliz Você se lembra da época quando pequenas coisas fizeram você rir Sabe A vida pode ser simples Sabe A vida é simples Porque A melhor coisa na vida está por vir Porque... O melhor está por vir”
Escrito por massahiro ás 12:08 AM
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As Leis
As leis foram criadas pelo ser humano dentro de uma sociedade para a sociedade, mas o que elas são na verdade? Será que elas existem para o ser humano? Desde os primordios da existência do ser humano haviam leis, por exemplo os homens primitivos, eles viviam em pequenos grupos, onde nesse grupo cada um tinha um dever para com o grupo, por exemplo a caça era dividido entre eles, aquele que sabia manusear a pele, fazia as roupas, entre coisas do tipo. Vemos que seguiam uma conduta, naquilo que ele se destacava era naquilo que ele iria ajudar o seu grupo, não haviam leis obrigando ele a fazer, simplesmente fazia para ajudar o grupo da melhor forma como ele podia, pois era o seu dever, não somente com eles, mas para consigo mesmo, ajudar aqueles que o ajudam. Pois bem, eu disse que haviam leis, quando o grupo se torna demasiado grande, e quando uma pessoa decide não fazer nada em auxilio as pessoas do grupo, o que acontecia? Podia ser ajudado pelos outros, mas durante muito tempo usufruindo do ganho coletivo de todos, ele seria mal visto, e logo abandonado por não trazer beneficio para o grupo, se o seguissem talvez fosse morto. Sendo assim foi necessárias leis, ou melhor, regras para se viver no grupo, mas essas regras não eram escritas, elas existiam antes mesmo de serem pensadas, se aprendeu, por exemplo se o melhor caçador em época de excasso de caça, receba uma quantidade maior de sua presa, ninguem discutia, em partes por respeito, em partes por dependerem muito dele e saberem que será necessaria a sua força para futura alimentação. É claro que isso tudo é uma tese logistica. A Lei na realidade diz-se uma forma de ética, de consciencia que todo ser humano tem em relação ao bem e mal. A historia da lei politica é complexa e se tiver curiosidade tem muita filosofia. Mas o que boto em questão não é essa lei, é a lei em geral, a lei pela qual estamos cercados. A Lei diz-se o bom senso, defender as virtudes do ser humano, mas será que é isso o que acontece? A sociedade nada mas é que um grande, gigantesco, grupo de pessoas, e quanto maior o numero de pessoas, maiores serão as controversias, os conflitos de idéias, de posição de vista, e é justamente para isso que as leis dentro de uma sociedade foi criada, diz-se a justiça saber a diferença entre o bem e o mal, mas assim como todos nós ela tem um ponto de vista sobre aquilo que é o bem e o mal que pode ser diferente dos de todos, ela apenas visa a maioria, aquilo que se considera virtuoso das pessoas...ou justo por assim dizer. Não é minha intenção entrar em detalhes sobre a lei, mesmo porque apesar de eu conviver com muitos estudades de direito, eu não tenho um bom conhecimento a respeito da legislação. O que quero botar em questão é, não existem somente essa lei, a lei que é justa apenas para ela, e para um punhado de pessoas, existem leis em tudo, por exemplo as leis da física, por qual motivo são chamadas de leis da física? A Física tem por interesse estudar a natureza, sua origem, seus motivos, e ilusoriamente com a tentativa de controla-la coloca-se nomes, o que acontece sempre, é chamada de lei, por exemplo a lei da gravidade, até que algo na terra começe a flutuar e os corpos deixem de se atrairem, este deverá ser entregue a justiça! Esta violando a lei da física! O que quero dizer é que estamos tão atento a coisas já vistas, que perdemos a capacidade criadora, a capacidade de uma mente aberta como tinha-mos antes de existirem tais leis da física. A imaginação do ser humana É limitada, e vou discutir isso em breve. Mas voltando a parte legislativa, o meu ponto, diz-se que se as pessoas deixassem de se matar, de cumprir com seus deveres (e quais seriam?), de serem "justos"(quem somos nós para dizermos o que é justo?), em uma sociedade "perfeita" onde ninguem comete delitos, então não haveria a necessidade de lei. Sim concordo, mas não havendo a necessidade de leis, em uma terra sem lei onde vivem-se muitas pessoas, já que não existe nada restringindo ela, poderia simplesmente matar alguem, mas logo, iria ser criada as leis, mas as leis existem para edificar o ser humano a agir de acordo com ela, assim um dia que, miraculosamente, todos estarem comportados de acordo com a lei, esta deixaria de existir, e assim temos um ciclo vicioso. Na realidade a lei existe para tentar ordenar o caos de uma sociedade, não sei até que ponto foi bem sucedida, mesmo porque quando analizamos casos e casos na tv, que acontecem com amigos perante a justiça, parece que ela a justiça não é cega, apenas se faz de cega para aqueles que aparentemente não tras benefícios a ela. A etica humana foi corrompida pelas leis, leis para os pais, para os filhos, para os consumidores, leis para tudo e todos,deixo a reflexão do motivo pelas quais elas foram criadas, e também deixo a reflexão se elas deveriam ser mesmo criadas, se não deveria sermos nós sendo seres humanos, que deveriamos segui-las sem que elas fossem escritas. Será que há mesmo necessidade para tantas leis assim? Se há, pensem muito abertamente, por qual razão foi levada a elas serem criadas. Assim como as leis da matemática, da física, da sociedade,foi criado pelo ser humano, e as criações refletem os seus criadores. Para finalizar, a grande questão que acho que cabe a todos refletirem é: São as leis que devem mudar, ou são as pessoas que devem? Levem em consideração que as leis sofreram várias mudanças, as leis se adaptaram as mudanças, mas serão elas que devem se adaptar realmente? E as pessoas? Não necessitam elas de mudar? Mudar a mentalidade, a ação, fazer uma revolução em si? Tantas mudanças nas leis que visam evitar o caos, e hoje esses caos existem de maneira ainda mais forte do que antes existiam. Será que elas sozinhas devem mudar? Uma vez que a "justiça" é empregada pelo ser humano, será que ele também não deve mudar? Não superficialmente, mas interiormente, de maneira completa e verdadeira.
"A Moralidade e o direito nasceram Quando o homem deixou de viver Pela alma do Universo. Com a tirania do intelecto Começou a grande insinceridade; Quando se perdeu a noção da alma, Foi decretada a autoridade paterna E a obediência dos filhos. Quando morreu a consciência do povo, Falou-se em autoridade do governo E lealdade dos cidadãos." - "Tao Te Ching" de Lao Tsé
Escrito por massahiro ás 1:01 PM
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Olhe ao redor
Um texto da Clarice Lispector, que foi citado no programa "Provocações" que passa na rede cultura, apesar de eu não conhecer suas obras esse texto me chamou muito a atenção pela sua simplicidade e que reflete um pouco de todos os discursos que fiz neste blog.
"Olhe para todos a seu redor e veja o que temos feito de nós.
Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não entendemos porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas, coisas e coisas, mas não temos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não esteja catalogada. Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora, pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos o que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia."
Escrito por massahiro ás 5:25 PM
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O Poder das Palavras
O ser humano desde seus primórdios tem dominado por força, pela agressividade física, e com a evolução por armas, essa agressividade, essa vontade de dominação também evoluiu. Mas analizando bem a situação pode-se ver uma coisa interessante, aqueles que eram os "dominantes", os "mais fortes" ou os maiores agressores, não eram aqueles cujo balanço era o físico, a força física, mas sim o que era o líder, ou os líderes. Também isto vem se analizando desde seus primórdios, onde era um velho ancião, aquele cuja experiência vivida era maior, cujo conhecimento do mundo era maior, então todos o respeitavam, e o seguiam como se ele fosse seu líder, seu dominante. É claro que em épocas passadas, necessidades diferentes, por exemplo este ancião geralmente se era um guerreiro também, ou um culto na perícia de cura. Atualmente isso difere um pouco, a classificação quanto a suposta "superioridade da pessoa", digo eu, é vista como conhecimentos técnicos e diretos. Por que aquele que se diz poderoso é aquele que usa a força física? Por que há muitos que não conseguem resolver as coisas com palavras, e partem para a agressão física? Será por que eles não tem a capacidade de argumentar? Que eles carecem do maior poder que o homem tem, o das palavras? Dominamos e somos dominados, quantos, que não possuindo um conhecimento básico sobre a medicina, obedecem cegamente aos conselhos e conhecimentos de seu médico? Este poderia muito bem receitar veneno, e cegamente iria-se toma-lo esperando uma melhora em suas condições de saúde, que as vezes poderia ser nada! As palavras tem um grande poder, depois de serem ditas nunca mais podem ser apagadas, pode-se pedir desculpas por as te-las dito, mas ainda sim elas nunca se apagarão, estarão para sempre ditas, e para sempre marcadas no curso da vida de todos deste planeta. Assim como os nomes tem grandes poderes e influências sobre nós, os nomes servem como tiranos para nós, os nomes são poderosos por si, e exercem um grande dominio sobre todos nós. O ser humano tenta, por sua natureza de dominar a tudo que quer e encontra, nomeia tudo o quanto é possivel, nomeia-se fórmulas, leis, plantas, difere tipos de seres humanos por nomes, tipos de doenças por nomes, até ao nada se deu este nome: NADA! O que não se pode explicar ao menos pode-se nomeá-lo, e a partir dai pensa-se que o dominio de caos que gera este algo inexplicável diminua. Quantos imperadores, sábios não são reconhecidos pelos seus nomes, as vezes nem sabe-se seus feitos, o que deveria ser de maior recordação por sinal, mas reconhece-se seus nomes assim que o são mencionados, nomes que trazem sinal de respeito, humildade, conhecimento, nomes poderosos que exercem sobre nós um grande poder. Posso citar Nietszche, Hamlet, Shakespeare, DaVinci, tenho certeza que vocês todos já ouviram ao menos uma vez esses nomes. E que sensação eles os traz? Poesia, arte, filosofia, conhecimento talvez? Cita-se Hitler, qual a sensação por este? Raiva, guerra ou odio talvez? Apesar de eu não mencionar os seus feitos, eles os são recordados, e todos estes são relembrados somente por um nome, um símbolo, uma marca que nunca poderá ser apagada. As palavras, assim como os nomes, tem poderes de grande influência sobre o ser humano, chegamos a um ponto onde apenas uma ordem apenas um "dispare!" pode matar milhões de pessoas, e assim como esta pessoa com um nome de tirano, ela possui um cargo com um nome que tiraniza: Presidente, General, Mareshal, Chefe, Diretor....o que seja. Aqueles que tem o verdadeiro poder, não são aqueles que partem para a agressividade física, mas que conseguem através de muita calma derrotar qualquer oponente sem lutar, e mesmo que este o queira lutando, haverão aqueles que lutarão por ti. Talvez seja por muitos não compreenderem o poder das palavras, que a todo momento estes mesmo se encontrem sobre seu dominio, que por esta razão prefiram algo mais concreto, algo mais visivel, algo mais físico, para que possam atingir algo, a agressão fisica nada mais é que isto, não ter a capacidade de argumentar, de querer tocar em algo concreto. Se não o nota o quão concreto as palavras podem ser, analize o caos de hoje, as guerras são feitas por soldados, mas realizadas por palavras de seus "superiores", escolhemos um presidente pelo que ele fala, pouco de nós chega a toca-lo ou conhece-lo. O maior medo reside nas pessoas que não tem a capacidade de argumentar e se manter calmo, a guerra é devido a aqueles que usam a sua pouca capacidade de compreensão, misturada com seu vasto conhecimento de palavras que motivam as pessoas que estão ao seu controle, a lutar por uma causa sem sentido, onde só um punhado se beneficia, se não ninguem. Quanto maior o poder, maior a vontade de se ter mais poder, e aquele que tem tais conhecimentos sobre que palavras usar e com quem usar, tem um poder vasto dominantes sobre aqueles que só tem conhecimento da ameaça física, que infelismente atualmente é a maioria.
"Ao falar, as palavras curtas são as melhores, e as palavras antigas ainda melhores." - Sir Winston Churchill
"Este mundo é a sede de poder- e nada além! E vcs mesmo são também essa sede de poder e nada além!" - Nietzsche
"O chefe de Estado que obedece a Tao Não tenta dominar com violência, Porque sabe que toda a violência Recai sobre o próprio violento. Nos campos de batalha, Só medram espinhos e cardos. Guerras geram angústias e miséria. Por isso, o sábio vive sem armas, Não obriga ninguém com violência, Não conhece ambição nem glória, Não alimenta presunção alguma, Nem aspira ao poder. Faz o que deve fazer, Mas sem forçar ninguém. Ele conhece o ritimo da evolução, Sabe que tudo falha Quando contradiz as leis da vida, Porque todas as ilusões Depressa se dissipam." - "Tao Te Ching" de Lao tsé
Escrito por massahiro ás 11:38 AM
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Introdução a lei
Do Livro "O Processo" de Franz Kafka, quando K conversa na catedral com o Capelão do Cárcere, este conta uma história que existe nas palavras de introdução a lei no "universo" de Kafka, onde tudo parece sem sentido, depressivo e que não deixa de espantar e o leitor a refletir sobre este intrigante "universo" de Kafka
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"Diante da lei está postado um guarda. Até ele se chega um homem do campo que lhe pede que o deixe entrar na lei. Mas o sentinela lhe diz que nesse momento não é permitido entrar. O homem reflete e depois pergunta se mais tarde lhe será permitido entrar. 'É possível', diz o guarda, 'mas agora não.' A grande porta que dá para a lei está aberta de par em par como sempre, e o guarda se põe de lado; então o homem, inclinando-se para diante, olha para o interior através da porta. Quando o guarda percebe isso desata a rir e diz: 'Se tanto te atrai entrar, procura fazê-lo não obstante a minha proibição. Mas guarda bem isto: eu sou poderoso e contudo não sou mais do que o guarda mais inferior; em cada uma das salas existem outros sentinelas, um mais poderoso do que o outro. Eu não posso suportar já sequer o olhar do terceiro'. O camponês não esperara tais dificuldades; parece-lhe que a lei tem de ser acessível sempre a todos, mas agora que examina com maior atenção o guarda, envolto em seu abrigo de peles, que tem grande nariz pontiagudo e barba longa, delgada e negra à moda dos tártaros, decide que é melhor esperar até que lhe dêem permissão para entrar. O que guarda dá-lhe então um escabelo e o faz sentar-se a um lado, frente à porta. Ali passa o homem, sentado, dias e anos. Faz infinitas tentativas para entrar na lei e cansa o sentinela com suas súplicas. O sentinela às vezes o submete a pequenos interrogatórios, pergunta-lhe por sua pátria e por muitas outras coisas, mas no fundo não lhe interessam especialmente as respostas. Pergunta como o faria um grande senhor; e sempre termina por manifestar-lhe que ainda não pode entrar. O homem, que para realizar aquela viagem, teve de se abastecer de muitas coisas, emprega tudo, por mais valioso que seja, para subornar o porteiro. Este aceita tudo, mas diz:'Aceito-o para que não julgues que te descuidaste de alguma coisa'. Durante muitos anos aquele homem não afasta os seus olhos do sentinela. Esquece-se dos outros sentinelas e chega a parecer-lhe que este primeiro é o único obstáculo que lhe impede de entrar na lei. Nos primeiros anos maldiz a gritos sua funesta sorte, mas depois, quando se torna velho, limita-se a grunhir entre dentes. E, como nos longos anos que passou estudando o sentinela, chega a conhecer também as pulgas de seu abrigo de pele, tornado outra vez à infância, roga até a essas pulgas para que o auxiliem a quebrar a resistência do guarda. Por fim vê que a luz que seus olhos percebem é mais fraca e não consegue distinguir se realmente se fez noite ao redor dele ou se simplesmente são os olhos que o enganam. Mas agora, em meio às trevas, percebe um raio de luz inextinguível através da porta. Resta-lhe pouca vida. Antes de morrer concentram-se em sua mente todas as lembranças e pensamentos daquele tempo em uma pergunta que até esse momento não tinha ainda formulado ao sentinela. Como seu corpo já rígido não se pode mover, faz um sinal ao guarda para que se aproxime. Este precisa inclinar-se progundamente pois a diferena de dimensões entre um e outro chegou a fazer-se muito grande em virtude do empequenecimento do homem. 'Que é o que ainda queres saber?', pergunta o sentinela. 'És incontestável'. 'Dize-me', diz o homem, 'se todos desejam entrar na lei, como se explica que em tantos anos ninguém, além de mim, tenha pretendido fazê-lo?' O guarda percebe que o homem está já às portas da morte, de modo que para alcançar o seu ouvido morubundo ruge sobre ele: 'Ninguém senão tu podia entrar aqui, pois esta entrada estava destinada apenas para ti. Agora eu me vou e a fecho'".
Escrito por massahiro ás 7:36 PM
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A mudança essencial e superficial
Muitos com certeza já pensaram em mudar, ou acreditam que é possivel uma pessoa mudar. Eu refleti durante muito tempo a esse assunto, e passei a acreditar que não se pode mudar a essencia de uma pessoa, o que ela realmente é. Quando vê-se alguem que muda para "melhor", por exemplo um assaltante que para de roubar e passa a ajudar a comunidade com serviços e trabalhos comunitarios. Será que ele já não era essencialmente bom? O que penso eu é que uma pessoa não pode mudar em sua essencia, o que ela é, sem que antes ela esteja em perfeita harmonia consigo mesma, que esta pessoa esteja conscio e aceite aquilo que é, a partir dai as mudanças podem ser verdadeiras. Qualquer coisa diferente disso é apenas uma mudança superficial, e quantos não a adotam?! Queremos ser assim, por isso me esforço para ser, sou egoista, percebo isso e quero mudar... deseja-se ser o seu ideal, mas ao fazer-se esqueçe do que é em si, e passa a ser apenas uma mascara, uma casca, algo que não foi mudado em sua essencia, e como a essencia é aquilo que prevalece, nunca há mudança verdadeira, nunca há uma revolução interior, e aquilo que se pensa ser virtuoso, nada vai ser além de uma ilusão, de uma mentira. A ilusão e mentira, quantos que vejo que não tem seus alicerces feitos dessas coisas, e tomam como algo tão real, tão verdadeiro que repudiam a todos que os discuta! Adota-se essa mascara que se considera um ideal, uma mudança, mas desde quando viver sob uma mentira é algo real, as pessoas do mundo, a maioria delas ao menos, hoje vivem em suas mentiras/verdade, e a situação que o mundo se encontra é devida a vontade dessas pessoas. Deseja-se o caos o mal, não de forma direta, mas indireta, e o fazem as pessoas quando criam todas essas mascaras, essas revoluções superficiais. Não existe mudança que não seja a essencial, a mudança pura que acontece depois que se conheçe o verdadeiro "eu", todas as mudanças, que acredita-se ser mudança, não são mais do que meros geradores de caos que inicia a partir do momento que "quero ser aquilo que não sou", sou egoista, não quero mais ser egoista e mudo a minha forma de agir e pensar por que acho que ser egoista é ruim, é mal...mas não analizo de onde vem esse egoismo, do por que dele, da razão dele ser parte do meu "eu". Não se muda aquilo que não se entende, que não se conhece, pode cobrir com uma mascara talvez....mas não se pode mudar em sua essencia, e se essa essencia, esse alicerce, não é mudado, então não existe nenhuma mudança, apenas uma criação de um caos maior. O ideal que almeja, que se torna um ícone, que ao se ver, torna-se algo inspirador, algo justo e que é tudo de bom, nada mais é que a busca de algo que não se é, e isso acaba por gerar, por vezes, angustias e desespero.
"Sem dúvida, a única coisa capaz de operar a transformação fundamental, libertação psicológica criadora, é a vigilância cotidiana, é estarmos cônscios, momento por momento, dos nossos motivos conscientes e inconscientes." - Krishnamurti
"A Verdade, Deus, ou o que quiserdes, não é coisa passível de experiencia, porque o experimentator é resultado do tempo, resultado da memória, do passado, e enquanto houver esse experimentador não pode existir a realidade. Só existe a realidade quando a mente está completamente livre do analista, do experimentador e coisa experimentada. Encontrareis então a resposta, vereis que a transformação vem sem ter sido pedida, que o estado de vazio criador não é coisa que se possa cultivar; ele surge, no escuro, sem convite. Só nesse estado há possibilidade de renovação, de uma existência nova, de revolução." - Krishnamurti
"Era uma vez um povo que passou toda a vida na Caverna das Ilusões. Depois de várias gerações, acreditava-se que as sombras, projetadas nas paredes, eram a substância da realidade. Apenas os mitos e as histórias religiosas falavam de uma possibilidade mais auspiciosa. Obcecado pelas sombras, o povo acostumou-se a elas, tornando-se prisioneiro dessa realidade sombria." - Dan Millman em "O Caminho do Guerreiro Pacífico
Escrito por massahiro ás 12:08 PM
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Nada é impossivel de mudar
Bertolt Brecht
Não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar. _________________________________________
Trecho citado pelo André, escrito por Bertolt Brecht. Agradeço mais uma vez a você, André, meu amigo e irmão de consideração por me ajudar a postar algo para hoje, para não quebrar o cotidiano deste blog. Mas que não se deixe o cotidiano nos afetar, pois todos os dias são novos e únicos para serem vividos, e se não o são, deveriam, assim como é o olhar de um recem nascido.
Bom, não vou discutir muito a respeito, deixo a vocês interpretarem esse breve trecho. Acredito que enquanto houver esperança, vontade e uma mente positiva, esta podendo ser realista, mas também aberta a todas as possibilidades, enfim estando de mente aberta, o mundo pode ser visto de outra forma, de uma forma mais equilibrada, menos violenta, menos....fria. E talvez perceba-se, não é o mundo que precisa mudar, mas você. E para isso é preciso estar conscio daquilo que você é, sem preconceitos nem medo. Afinal o mundo,ou a sociedade devo dizer, é aquilo que pensamos, nossas ações e nossas relações.
Escrito por massahiro ás 11:48 PM
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Relacionamento amoroso
Não entrarei em discussão ao relacionamento que gera a vida, a sociedade e ao nosso convívio, deixarei esta discussão para uma outra ocasião, o que pretendo fazer agora é um complemento a minha reflexão a respeito do texto anterior "O que é amor?", focarei em um tipo mais especifico de relacionamento (ao menos o que acredito ser especifico, se é que o relacionamento entre as pessoas pode ser dividido em setores), o relacionamento amoroso.
Atualmente toda a frivolidade dos adolescentes em relação a sentimentos verdadeiros, ao amor, ou ao que seja duradouro se tornou apenas uma brincadeira. O tal de "ficar" que com certeza aqueles que são pais ouviram alguma vez isso de seus filhos, uma maneira frívola,decadente e efêmero de mera satisfação momentanea, não há sentimentos verdadeiros, apenas satisfações, assim como toda felicidade que é trazida pela satisfação é momentanea, efêmero, tras também grandes problemas e consequencias desagradaveis, como um exemplo cito o cigarro, sou fumante sim, e tenho em mente dos seus máles, mas também devo dizer a breve satisfação e sensação de relaxamento que me tras os breves, mas eficientes, 5 minutos de prazer, não estou favorecendo o cigarro, mas eu digo o que, sendo um fumante, esse mal me tras de satisfação (note, satisfação NÃO é felicidade, apenas uma ilusão dela,afinal a felicidade verdadeira não tras máles para nós). À aqueles que favorecem esse tal conceito de "ficar", talvez aqueles que cedem a ele, dizem que é uma maneira mais segura de se conhecer alguém, de que "ficando" com elas, algum dia irá se encontrar a pessoa "certa", e quero discutir em breve o que é "essa pessoa certa". Ao meu ver é apenas uma desculpa para se ter relações íntimas com alguém, esse tal "ficar" nada mais serve a não ser ter relações sexuais ou relações mais intimas, que não se teria ao ser apenas amigos. Me vem a cabeça uma grande video locadora, aluga-se um filme, usa-o, assiste, e se gostar, assiste novamente até enjoar, pois sabe-se, ao fundo, de que vai enjoar um dia, e devolve sem nenhum compromisso, apenas com uma pequena taxa. Não é esse o "ficar"? O "ficar" envolve MAIS a uma forma de saciar os desejos momentâneos, saciar o apetite sexual e/ou a carencia passageira, DO QUE uma forma de se conhecer alguém "certo" não acham? Claro que não! Estão tão ocupados digerindo este conceito que, aquele que o discuta, será odiado automaticamente. Vejamos, se para ter uma relação duradoura, algo que perdure, onde o nosso parceiro ou parceira entenda nossos sentimentos, apesar dos altos e baixos, nossos defeitos, deve-se antes conhecer bem essa pessoa, não acha? (levando em conta que não se conhece alguem perfetamente, mesmo vivendo a vida inteira ao seu lado) Mas, em analise, hummm, deixe me ver, como chamamos uma pessoa que nós estamos ainda conhecendo, passamos tempo ao seu lado convivendo-se com ela...será que chamamos de AMIGO ou AMIGA!? O desejo carnal, o desejo de saciar a carencia é tão grande, tão incontrolavél que para os adolescentes (e salvem aqueles que seguem o mesmo rumo e não os são!) somente conhecer é algo tedioso, visto desnecessario. Por que então não saciar essa vontade e ao mesmo tempo conhecer essa pessoa com quem se está, lógico dando prioridade ao saciar? Ou será que estou enganado, será que a "amizade colorida" agora tem outro signficado? Será que só se conhece uma pessoa depois de "ficar" com ela? Por que então não se fica, no caso do homem heterosexual, com um outro homem!? Ou vice versa? Não é a mesma coisa?
A tendencia de hoje em relações amorosas é serem breves e passageiras, isto se deve ao fato de buscar satisfações momentaneas, passageiras. Se convive com uma pessoa, e aquele desejo ardente, de que cada dia que passam juntos é algo novo, é diariamente vivido, e então no inicio de um relacionamento, o casal, vive de forma intensa e nova, assim como todos os casais no inicio da relação. O que acontece que hoje costuma-se buscar coisas novas que quebrem o nosso cotidiano, e o inicio de uma relação com uma pessoa é uma dessas "coisas novas", mas o que acontece quando essa intensidade de novo acaba? Acaba-se também o interesse por ela, e logo a relação amorosa acaba. Todo o relacionamento amoroso começa de forma intensa, o problema que as vezes a pessoa coloca-se em um ideal tão grande, cria expectativas tão grande em relação a outra, que assim que a chama se torna uma fagulha, que descobre que o parceiro ou parceira não atinge as expectativas, ou não era o ideal que pensava ser no inicio da relação, acaba o relacionamento.
"Sem expectativas, sem desapontamentos."
O relacionamento no inicio é intenso, mas depois que acaba o que sobra é a pessoa nua e crua, como ela é, seus aspectos positivos e negativos, talvez como uma forma de equilibrio, o começo é melhor, para conhecermos o pior. Acredito que todos no inicio de uma nova relação tenham se mostrado diferente do que comumente se é, atencioso, sempre presente, nunca nervoso, sempre compreensivo, como se nunca tivesse os seus maus momentos. Isso é comum levando em conta que no inicio quer-se mostrar o melhor possivel para que essa pessoa o aceite intimamente. Mas quando as "mascaras caem"? O que acontece? Deixamos de ser sinceros com as pessoas, para que elas nos aceitem, e nelas criamos uma ilusão, um pedestal onde a coloca-mos, e no primeiro momento em que ela não é o que se esperava, encontra-se a decepção. É esta a razão, ao meu ver, da grande maioria dos relacionamentos amorosos não durarem muito tempo atualmente. A falta de sinceridade e complacência com o parceiro ou a parceira, as expectativas incomuns devido a midia que são logo quebradas e a busca de mera satisfação sem compromisso. A partir de um tempo aquilo que é novo se torna cotidiano, e o cotidiano na relação amorosa é familia, e em uma familia se tem altos e baixos, felicidades e tristezas, prazeres e desentendimentos, se não houver compaixão, tolerancia e complacencia, nada durará por muito tempo.
"Portanto, quando nos dedicamos a tentar entender problemas de relacionamentos, o primeiro estágio nesse processo envolve uma reflexão ponderada sobre a natureza e a base de sustentação daquele relacionamento." - Dalai Lama
"Creio que quando se está procurando construir um relacionamento verdadeiramente satisfatório, a melhor forma de concretizar isso consiste em conhecer a natureza mais profunda da pessoa e relacionar-se com ela nesse nível, em vez de meramente com base em caracteristicas superficiais." - Dalai Lama
Escrito por massahiro ás 3:26 PM
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O que é o amor?
Talvez uma das perguntas mais filosoficas e que originou, e ainda origina, discussoes intermináveis e muitas vezes redundantes, seja a "O que é o amor?". Bom poderiamos passar, mais uma vez, nossas vidas discutindo sobre isso e ainda sim não chegariamos a lugar algum. Ao meu ver amor é apenas uma palavra e nada mais, ela é o que você quiser. Se é bom ou ruim, feliz ou triste, que tras agrado ou dor, se é simples ou confuso, tudo isso é o amor. Entenda-se ao sentido mais profundo desta palavra, e quando digo profundo eu digo profundo mesmo, o que é essa palavra: amor? Para isso uso um pouco de psicologia, amor é apenas uma junção de letras que definem uma palavra, no entanto o que nos faz trazer a tona essa palavra é uma junção de experiencias, sentimentos e imagens próprias, que foram vivenciada por nós. Então temos uma imagem ou cenario formada em nossa cabeça que representa o que é o amor, e ao pronunciar essa palavra à uma pessoa, esta ouve, organiza as letras e junta-as formando a palavra amor, mas não a entende de princípio, ao ouvir a palavra amor, uma série de experencias e imagens próprias surgem na mente da pessoa receptiva da palavra, cria-se então um cenário, uma imagem, e então a palavra "amor" é compreendida por ela. Assim como qualquer outra palavra, elas tem um significado proprio e pessoa que varia de cada pessoa, assim como as palavras que escrevo aqui vão ter infinitas interpretações diferentes e distintas para cada leitor.
Pensando em relação a como a palavra é utilizada hoje, passou-se a ver o amor como um sentimento, e acredito que não seja, reforço com alguns trechos de Krishnamurti: "O amor, por certo, não é um sentimento, Ser sentimental, ser emotivo, não é indício de amor, porque a sentimentalidade e a emoção não passam de meras sensações.", "O pensamento é resultado da sensação; assim, a pessoa sentimental, emotiva, não pode, de modo algum, conhecer o amor.", "Estar cheio de emoção não é amor, por certo, porque uma pessoa sentimental pode ser cruel, quando seus sentimentos não são correspondidos, quando nao pode dar expansão aos sentimentos. Uma pessoa emotiva pode ser incitada ao ódio, à guerra, ao morticínio. O homem sentimental, lacrimosamente religioso, esse homem por certo não tem amor."
A mídia atual tem difundindo o amor confusamente com o romance, não só os adolescentes mas como os próprios adultos (quem sou eu para distingui-los!?) hoje vêm historias de romances ficticios, perfeitos, tragicos, depressivos, e passam a tomar como um ideal, algo que pode ser alcançado, chegamos a um ponto onde as frases "eu te amo!" ou "até que a morte nos separe", tornaram-se coisas de praxe a ser dita a qualquer momento e sem qualquer sentimento puro e verdadeiro. Qual será a razão de termos mais divórcios hoje do que tinha-mos antes?
Muitos confundem amor puro, para mim amor nada mais é do que se importar muito com as pessoas, nada mais, assim como você pode amar seus pais ou amigos ou namorada, até mesmo os avós, amor é fazer da felicidade de quem ama, a sua. Amar alguém é desejar o bem e felicidade, não simplesmente uma relação entre duas pessoas. Amor é tudo, amigos, parentes, tudo aquilo que visamos a felicidade de outros a quem nos importamos.
Criamos uma imagem daquilo q dizemos q é amor atraves das ilusoes concebidas a nós nao só pela mídia como por aqueles q nos influenciam dia a dia, como amigos, parentes etc...
"Que é o amor, para a maioria de nós? Quando dizemos que amamos uma pessoa, que queremos dizer? Queremos dizer que possuímos a pessoa. Da posse nasce o ciúme, porque se eu o perder ou a perder, que acontecerá? Sentir-me-ei vazio, perdido. Por conseguinte, legalizo a posse, retenho-o ou retenho-a em meu poder. Do possuir a pessoa, resulta o ciúme, resulta o temor, e os inumeráveis conflitos inerentes à posse. Ora, posse não é amor, é?" - Krishnamurti
"Creio que, deixando-se de lado o modo como a interminável busca do amor romântico pode afetar nossa evolução espiritual mais profunda, mesmo a partir da perspectiva de um modo de vida convencional, pode-se considerar a idealização desse tipo de amor romântico como uma manifestação extrema. Ao contrário daqueles relacionamentos baseados no afeto verdadeiro e carinhoso, essa é uma questão diferente. Não se pode vê-lo como algo positivo - disse ele, com firmeza. - É algo inatingível, baseado na fantasia e que pode, portanto, ser uma fonte de frustração. Por isso, por essa avaliação, ele não pode ser considerado um fator positivo." - Dalai Lama para Howard C. Cutler em "A Arte da Felicidade"
Escrito por massahiro ás 2:49 PM
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Um grande formigueiro
Mais um dos muitos textos escritos durante uma onda de reflexões. Apenas mais um texto, dentro muitos, que questionam a situação da sociedade de hoje, com uma analogia como a de um formigueiro...
Um formigueiro, esse mundo é apenas um grande formigueiro, pessoas empilhadas umas sobre as outras em uma armação de concreto e aço. Pessoas com propósito de trabalho, e trabalho, e trabalho. Não já necessidade de cultura, afinal em que isso refletirá na sociedade? Não são todos que gostariam que em seu doce lar de formigas surgissem formigas com capacidade de indagar. O que importa são apenas os lucros de produção, não já necessidade de indagação para tal coisa. A ilusão de entreterimento que nos é dada é um show de comédia para mim, esportes, jogos, eventos, eventos comunitários e sociais, até clubes de corte e costura, á como são lucrativas, a vontade desesperada de encontrar um escape para a vida tão árdua de uma sociedade, essa vontade de ter a ilusão de conforto, ilusão de entreterimento. Uma ilusão de liberdade também é valida, casas de vidro que passa uma imagem e sensação de liberdade, como uma gaiola, mas sem as barras...as barras são para as formigas operárias que não tem influencia com a rainha para subir de cargo.
O que aconteceu conosco? Deixamos de ver a beleza da vida, impedimos a simplicidade da vida, criamos problemas para nós além daqueles que nos é dado pelos outros, somente para no final termos a razão de reclamar: quantos problemas estão sobre nós. Que tipo de martir esses são? Que reclamam de suas próprias escolhas? Vivemos em um mundo onde as pessoas não se conhecem, não querem se conhecer, não querem se relacionar. Quem culpa aqueles que tentam? Afinal as pessoas aproximam uma as outras para assalto, dias caóticos o de hoje, caos que foi criado por nós, a obra prima máxima do ser humano, destruição dos semelhantes, e daquilo que eles dependem, a natureza. _________________________________________________________________
Qual outro ser - que se imagina tão grandioso, tão onipotente, que busca elevar-se para atingir o Deus em que se acredita, sem pensar na destruição que está causando unica coisa que o sustenta, a natureza, que quebra o equilibrio de todas as coisas, destroi e cria-se formulas apenas para dizer "tenho o conhecimento sobre o desconhecido", tira a beleza da vida e do viver, mata a todos, mas nega dizendo que é para o bem maior, que se diz profeta da verdade, das falsas verdades - se não o ser humano?
Escrito por massahiro ás 2:15 PM
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A Vida, seu sentido e uma reflexão
Segue um trecho que escrevi a tempos atras, se não me falha a memória, este trecho foi o resultado de uma discussão com o Andre, a respeito de planejar a vida. Não me entenda mal, a vida precisa de certos planejamentos, uma vez que o nosso proprio viver de hoje, tornou o charme da vida: O desconhecido, algo quase que impossivel para praticamente todos. Ao trecho então...
Não organize a vida, pois o imprevisto sempre da charme a ela. Gaste dinheiro, mas não esbanje, guarde para os momentos de dificuldade, pois estes irão existir, assim como existe na vida de todas as pessoas. Afinal... a vida não é dinheiro... a vida.... é a vida! O que é a vida se não a vida? Quantas vezes deixamos de olhar para o lindo céu da manhã quando acordamos? Atrasados e apressados para nossos compromissos diários, saímos com a xícara de café na mão, engolimos a broa e, quando a temos, beijamos rapidamente nossa esposa. Quantas vezes deixamos de sonhar com o infinito, com o mundo todo, para somente sonhar com um “amanhã” melhor para nós? Quantas vezes a preocupação nos tomou e deixamos de pensar nas coisas que são mais importantes para nós? Por que as coisas mais simples da vida nos parecem tão difíceis? Por que deixamos de sermos felizes apenas para tentar sermos melhores entre as pessoas? Afinal... já não somos melhores por sermos nós mesmos? Por que planejamos a vida preocupados com o imprevisto, e ao mesmo tempo caímos no tédio de nada imprevisto nos acontecer? E quando estes nos acontecem, pensamos que não deveria ter acontecido? A vida É simples, a vida É bela, mas se você deixar, se você quiser. Deixamos de ver o sorriso das pessoas para nos preocuparmos com nossos trabalho, trabalho este que nos envolve se não 8 horas por dia, 24 horas por dia. Deixamos de pensar no futuro impossível para pensar no que poderíamos ter feito no passado para sermos melhores hoje. Deixamos de viver, para viver para os outros, outros cuja a vida de seus subordinados nada mais é do que uma mão de obra, e não uma vida. Quando crianças pensamos em ser adultos, quando adultos pensamos no que poderíamos ter feito para sermos melhores hoje... arrependimentos das quais nunca deveriam existir. Deixa a vida te levar, deixa o vento te carregar, deixa se apaixonar por um olhar, por uma paisagem ou por um simples sorriso... deixa a vida VIVER! __________________________________________
Aproveitando faço-lhes a seguinte pergunta: Por que deseja-se, muitos, um sentido para a vida? Qual o sentido da vida? Acredito que a vida não tenha nenhum sentido, se não, ao simples fato de viver. O ser humano é o nada, somente o fato de pensar nisso, o fato de estar entediado com a vida diaria, o cotidiano, das mesmas coisas de todos os dias, busca-se então um sentido, algo que faça essa "mesmisse" algo mais toleravel, mais compreensivel para nós. Quantos já não se encontraram em um tédio tão profundo, tão insipído, que parece que nada faz sentido, que cada ação é igual, nada diferente, cai-se então no tédio do cotidiano, e busca-se,então, uma razão na vida, algo que talvez fazesse todo esse tédio do cotidiano parecer algo que devese se enfrentar para que algo totalmente novo surgi-se, algo que pensa estar esperando por você? O medo de ver-se e aceitar-se o que é, acaba trazendo "escapes" para que conforte esse caos que sentimos, essa confusão de duvidas e "mesmisses", esses "escapes" são justamente aquilo que se que encontrar: O sentido da vida. A razão da vida é a vida, ve-se isso a partir do momento que aceita como ela é vazia, tão indiferente e complacente que causa, em alguns, uma profunda raiva, um profundo desgosto pela vida, e assim passa-se a buscar um sentido, algo que preencha esse vazio que é a vida. Se a vida é vazia, por que vivemos? Ora, a vida não é um conjunto de relações? A vida não é um conjunto de aprendizagens e ensinamentos? A vida é uma escola em que todos estamos para aprender, das coisas boas, o aproveito e satisfação, das coisas ruins, para muitos, a raiva e violencia, para os raros, uma lição a ser tomada e compreendida. E os professores da vida somos nós! Cada pessoa é um estudante e um professor, na vida não existe pessoas superiores ou inferiores, todos somos dependentes um dos outros, naquilo que sobressaio ensino aos que não se sobressaem, e vice-versa. Se a vida é longa ou curta, isso eu não posso lhe dizer com certeza, acredito que a vida seja do tamanho certo, nem curta, nem longa, mas sim precisa. Mas quem sou eu para discutir o tamanho da vida de cada pessoa, acho que não cabe a nós discutir se morremos cedo ou não, se vivemos muito ou não, o que cabe a nós é algo que poucos conseguem fazer, viver. Muitos passam a vida como grandes homens, pequenos homens, mas são raros aqueles que vivem a vida. O que cabe a nós é decidir o que fazer com o tempo que nos é dado, com o tempo que temos, decidir se vivemos, ou não vivemos. Todo homem existe, mas nem todo homem vive, e ainda devo esclarecer esta colocação. Ao meu ver não se espera ou busca pelas coisas boas, pois o futuro é inexistente, o futuro é sempre futuro, e irei discutir isso em breve, mas sim edifica o presente ao maximo para que as coisas boas o encontre. Creio eu que as coisas boas venham, não para aqueles que a esperam ou a busquem, mas para aqueles de boa vontade, que vivem no presente ao maximo, indiferente se as coisas boas virão ou não. Poderia discutir sobre a vida em uma vida, mas no fim, não chegaria a lugar algum =). Talvez decorrente ao tempo irei expor mais ideias em relação a ela, ideias que irão contra argumento a este artigo, ou copia a este, a vida é o presente, e o presente muda a cada instante. Qual maior perigo da vida, se não esquecermos os nossos sonhos e o que somos? Aquele que teme a morte teme também a vida. ( e isto já foi discutido =D )
"Porque as nossas mentes estão cheias de conhecimentos técnicos e de murmúrios supersticiosos, achamos vazias nossas vidas e buscamos uma finalidade fora de nós mesmos. Para encontrar a finalidade da vida, temos de transpor a porta de nós mesmos; consciente ou inconscientemente, evitamos enfrentar as coisas como são em si mesmas, e por isso queremos que Deus nos abra uma porta, que está além. A pergunta sobre qual é a finalidade da vida só pode ser feita pelos que não amam. O amor só pode ser encontrado na ação, que são as relações." - Krishnamurti
Escrito por massahiro ás 1:15 PM
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